O ministro decano do STF (Superior Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira (19/8) que os candidatos ao Senado que fazem campanha contra impeachments de ministros da Corte encontrarão obstáculos para implementá-los.
A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa após o 5º Fórum Saúde, evento do grupo Esfera, em Brasília.
“Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la, porque o todo institucional caminhará talvez num outro sentido”, disse.
Gilmar Mendes reforçou ainda que esse tipo de campanha se trata apenas de contexto eleitoral. “Acredito que a questão está mais colocada em relação a esse contexto eleitoral, mas não para se efetivar quando alguém eventualmente obter um cargo de senador”, concluiu.
Apoio de Lula e impeachment de ministros do STF dividem votos para o Senado no Brasil
A disputa pelas 54 vagas do Senado nas eleições de 2026 expõe a divisão do eleitorado entre a influência de lideranças nacionais e demandas locais. O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o critério de escolha de 15% dos eleitores. O compromisso com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) soma 11%. Os dados constam da pesquisa Genial/Quaest divulgada em 10 de agosto.
A busca por obras e verbas estaduais lidera as intenções do eleitorado, com 31% das citações. A pauta do fim da jornada de trabalho 6×1 registra 13%, enquanto a escolha por candidatos fora da polarização reúne 12%. A indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro é apontada por 8% do eleitorado. Entrevistados que não escolheram nenhuma opção somam 4%, e 6% não responderam.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
Regra de escolha de dois terços das vagas
Em outubro de 2026, haverá a renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado, o que representa dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal escolherão dois representantes para mandatos de oito anos. A legislação estabelece a alternância na renovação a cada quatro anos, entre um terço (27 vagas) e dois terços (54 vagas).
Na votação de 2026, o eleitor precisará votar em dois candidatos na mesma urna. A pesquisa perguntou sobre a regra de votação:
- 34% responderam corretamente que devem votar em dois senadores.
- 22% disseram que votarão em apenas um nome.
- 10% responderam que votarão em três nomes.
- 34% não souberam responder.
