MP-SP investiga denúncias contra grupo católico em Caieiras

Segundo reportagem do Fantástico, da "Rede Globo", os Arautos do Evangelho construíram castelos e colégios, onde jovens vivem em sistema de internato Da Reportagem De São Paulo

O Ministério Público de São Paulo apura denúncias de humilhações, tortura, assédio e estupro que seriam praticados por integrantes do grupo católico conservador Arautos do Evangelho dentro da sede que fica no meio da Serra da Cantareira, em Caieiras.

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Segundo reportagem do Fantástico, da “Rede Globo”, os Arautos do Evangelho construíram castelos e colégios, onde jovens vivem em sistema de internato.

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O grupo católico conservador surgiu do rompimento com outra sociedade conservadora, a Tradição, Família e Propriedade (TFP). Em 1999, o Monsenhor João Clá Dias, que fazia parte da TFP, fundou os Arautos do Evangelho. Em 2001, os Arautos foram reconhecidos pelo Vaticano como associação religiosa.

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Os Arautos do Evangelho enfrentam uma série de denúncias desde o início do ano passado. Elas foram feitas por 40 pessoas ao Ministério Público, na cidade de Caieiras, onde ficam os castelos do grupo.

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“Minha filha virou um robô. Minha filha não existe, ela não tem amor pela gente, carinho, não tem nada”, diz a mãe de uma interna, que não quis se identificar.

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O ex-interno Alex Ribeiro de Lima diz que para os Arautos, a família tem que assim “sumir do mapa”. “Segundo eles a família atrapalha o caminhar do jovem lá dentro”.

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Ex-internas também denunciam abuso sexual. Uma moça contou que, aos 13 anos, foi acordada e percebeu que estava com sangramento e a região íntima irritada e inchada. Ela acredita ter sido dopada.

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Representantes dos Arautos do Evangelho negaram as denúncias.