Não é IA: veja fotos fascinantes do mar de estrelas das Maldivas, fenômeno ‘mágico’ que ilumina o oceano e pode ser visto no litoral brasileiro

Incrível mar de estrelas não é edição de inteligência artificial e acontece quando microrganismos marinhos entram em reação química

Mar de estrelas na Vaadhoo Island Maldivas (Foto_ Divulgação_ASUS Pressroom)

Além das famosas praias nas Maldivas, o espetáculo luminoso da bioluminescência já foi registrado em praias dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/ASUS Pressroom)

Quem vê fotos do mar de estrelas das Maldivas provavelmente imagina que se trata de imagens produzidas por inteligência artificial, mas o brilho azul que aparece na água realmente existe, resultado de um fenômeno natural chamado bioluminescência.

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O efeito ocorre quando organismos microscópicos presentes no mar são estimulados pelo movimento da água.

Embora seja associado principalmente às Maldivas, o fenômeno também pode aparecer em outras partes do mundo, inclusive no Brasil.

A intensidade, porém, depende das condições ambientais e da concentração desses organismos na água.

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Como o mar de estrelas ganha luz

A bioluminescência marinha é produzida por organismos vivos por meio de uma reação química. No caso dos dinoflagelados (espécies de plâncton marinho), o movimento da água funciona como um gatilho para iniciar o processo.

Primeiro, ondas, barcos ou nadadores agitam a água e estimulam as células. Esse movimento provoca alterações na membrana dos microrganismos e desencadeia uma reação interna.

Em seguida ocorre a participação de duas substâncias chamadas luciferina e luciferase. Segundo estudo publicado no International Journal of Molecular Sciences, o mecanismo depende da oxidação da luciferina, uma molécula emissora de luz.

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A reação transforma energia química em luz visível. Como resultado, cada movimento na água pode produzir pequenos pontos azulados que parecem estrelas espalhadas pelo mar.

Por que as Maldivas ficaram famosas pelo fenômeno

O mar de estrelas ficou mundialmente associado à ilha de Vaadhoo, nas Maldivas. As águas quentes e as mudanças sazonais na quantidade de nutrientes podem favorecer a multiplicação dos dinoflagelados.

Quando esses organismos aparecem em grande concentração, o movimento das ondas contra a areia pode fazer toda a faixa de água parecer iluminada. Por isso, uma praia comum pode adquirir o aspecto de um céu estrelado.

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A associação com Vaadhoo ganhou força em 2013, quando imagens de uma praia coberta por plâncton bioluminescente começaram a circular pela internet. O fenômeno, porém, não é exclusivo da ilha e pode aparecer em diferentes lugares.

Água também pode brilhar no Brasil

O fenômeno também já foi registrado no litoral brasileiro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. As aparições são menos previsíveis e costumam ocorrer em determinadas condições ambientais.

Em São Paulo, houve registros em março de 2025 na Praia de Itamambuca, em Ubatuba, e em Ilhabela.

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No Rio de Janeiro, praias da Região Oceânica de Niterói, como Sossego, Camboinhas e Itacoatiara, também tiveram registros no fim de 2024.

Ao contrário de grande parte dos fenômenos naturais, a bioluminescência não pode ser prevista. Ou seja, além das condições propícias da água, você precisa de sorte para registrar um mar de estrelas.