Lançado em 1957, um sapato que combina duas cores, ou seja, bicolor, partiu de uma percepção técnica de Gabrielle Chanel.
O primeiro modelo somava o bege, que auxilia no alongamento das pernas, e o preto, que protegia a ponta de pequenas avarias, uma solução de design pensada para mulheres que vivem em movimento.
Sete décadas depois, o clássico volta a fazer parte do desejo coletivo, agora, sob a assinatura de Matthieu Blazy, que promete revitalizar a peça que fez parte de tantos momentos importantes da história da moda.
Para Blazy, o modelo vai além do clássico slingback e da combinação de bege e preto, popularizados pela Chanel: ele apresenta botas, sapatos de bico quadrado, scapins com recortes e botas over the knee, testadas com cores vibrantes e adicionando diferentes texturas aos itens.
O trabalho do estilista na Chanel prioriza a forma e a função e reafirma que o bicolor é, antes de tudo, um exercício de proporção. Ele se mantém essencial porque segue a promessa de Gabrielle: ser o último toque de elegância que permite a uma mulher caminhar com confiança em qualquer cenário.
Um ponto de equilíbrio
A combinação do bicolor funciona bem em produções que já têm informações visuais, como estampas gráficas ou animal print, já que ajuda a amarrar a composição sem competir pelo espaço.
Estratégia para o maximalismo
Uma das inovações feitas por Blazy desloca a divisão das cores da ponta para o centro do sapato, alongando ainda mais a silhueta de forma menos óbvia.
Romantismo moderno
Além da elegância, tecidos leves e tons claros ganham leitura contemporânea quando combinados com o sapato bicolor. Ainda somados às jaquetas ou blazers, o modelo ajuda a diminuir a romanticidade e adicionar uma dimensão mais urbana ao look.






