A concessionária Aena afirmou que “não há previsão para uma data” para o início dos voos internacionais no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A afirmação foi feita após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ver como “prematura” a possibilidade de internacionalização do aeroporto paulistano.
“Ainda não há previsão para uma data”, afirmou a assessoria da concessionária à Gazeta nesta sexta (22/5).
No início de maio, em entrevista à CNN, CEO da empresa no Brasil, Santiago, reforçou o desejo de iniciar voos internacionais em Congonhas a partir de 2028 e colocou rotas no Cone Sul como prioridade.
Ele falou da possibilidade de criar uma ponte aérea Congonhas-Aeroparque, ligando os aeroportos urbanos de São Paulo e de Buenos Aires.
“Imagina fazer uma viagem de manhã, ter uma reunião de negócios e um almoço no Don Julio [restaurante portenho] e voltar à noite para dormir em casa. Seria fantástico”, disse Yus.
Para a Anac, no entanto, essa ideia é “prematura” e não pode ser precipitada.
“Não temos data nem sequer para começar uma análise sobre a internacionalização de Congonhas”, afirmou tamnbém à CNN o diretor-presidente da agência reguladora, Tiago Faierstein.
Previsão para 2028
Em dezembro do ano passado, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), órgão do Ministério de Portos e Aeroportos, deu um parecer favorável para que o aeroporto de Congonhas retome a operação de voos internacionais.
O processo ainda passaria por etapas de avaliação junto aos demais órgãos competentes: Polícia Federal, Receita Federal, Vigilância Sanitária e Vigilância Agropecuária Internacional.
Se tudo der certo, a previsão é de que os voos internacionais regulares comecem em 2028, quando um novo terminal no Aeroporto de Guarulhos será entregue.
A expectativa atual é que os destinos que terão conexão com Congonhas sejam da América do Sul, como Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Assunção (Paraguai) e Santiago (Chile).
Segundo a assessoria da Aena, concessionária que comanda o aeródromo paulistano, os destinos disponíveis aos passageiros serão uma decisão das companhias aéreas.
Os voos internacionais comerciais foram proibidos no local em 1985, quando foi inaugurado o Aeroporto de Guarulhos. Já os executivos estão vetados desde 2008.
Com o novo terminal, o aeroporto terá a área mais que duplicada, passando dos atuais 40 mil metros quadrados para 105 mil metros quadrados. A ampliação faz parte do pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos anunciados pelo governo federal para 11 aeroportos administrados pela Aena.
“O projeto contempla, entre outras melhorias, a construção de um novo terminal de passageiros, ampliação das pontes de embarque das atuais 12 para 19, novo pátio de estacionamento de aeronaves, novos hangares para as companhias aéreas e melhorias da eficiência operacional”, afirmou a Aena, em nota enviada à Gazeta em dezembro.
Segundo o governo federal, apenas Congonhas receberá cerca de R$ 2 bilhões em investimentos.
Até o momento, foi inaugurada a estrutura provisória da área de embarque remoto de passageiros no piso inferior do terminal. O espaço dos portões 13 a 22 foi ampliado de 1,4 mil m² para 3,3 mil m² quadrados, com investimento total de R$ 30 milhões.
