Alckmin empataria com Haddad em disputa pelo governo de SP, diz pesquisa

A disputa pelo governo do Estado de São Paulo segue travada pelas negociações do PT com o ex-tucano

Geraldo Alckmin saiu em defesa do general Tomás Paiva, comandante do Exército, que em áudio vazado diz que Lula foi indesejado

Geraldo Alckmin | Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

Apesar de estar em negociações para integrar a chapa de Lula (PT), o ex-tucano Geraldo Alckmin seria um candidato com potencial para uma disputa acirrada ao governo do São Paulo, de acordo com pesquisa do Ipespe divulgada nesta sexta-feira (18). No cenário pesquisado, ele e o candidato do PT, Fernando Haddad, dividem o eleitorado com 20% das intenções de voto cada.

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Na sequência viria o ex-governador Márcio França (PSB), com 12% e Guilherme Boulos (PSOL) com 10%. Tarcísio de Freitas, nome do Planalto para a disputa, ficaria com 7%, seguido do Rodrigo Garcia (PSDB), com 3%. Abraham Weintraub pontuou 2%, seguido de Vinicius Poit (Novo), com 1%.

Contudo, Alckmin pode sair da disputa caso a chapa presidencial com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se concretize Neste caso, Haddad ganha a liderança. O ex-prefeito ficaria com 28% das intenções de voto, seguido por França, com 18%. Boulos ficaria com 11%. Tarcísio fica com 10%. Garcia teria 5%.

Outra coisa que pode mudar o cenário é a formalização de uma federação entre o PT e o PSB. Ambos têm negociado a “fusão” entre os partidos que determina a união de legendas por quatro anos, incluindo a participação conjunta em todas as disputas eleitorais. O cenário em São Paulo tem dificultado as negociações, com ambos os partidos não querendo abrir mão de seu nome próprio para a disputa.

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Se a federação se concretizar, e se Alckmin não estiver no páreo, o cenário é o seguinte: Haddad – se for o nome escolhido – tem 33% das intenções de voto, contra 16% de Tarcísio, e 7% de Garcia. Brancos e Nulos são 39% e os que não sabem ou não responderam são 6%.

Com França como nome escolhido pelas siglas, o levantamento mostra que ele tem 31% das intenções, contra 15% de Tarcísio. Garcia tem 6%. Brancos e nulos são 40% e não sabem ou não quiseram responder são 8%.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira foi resultado de 1 000 entrevistas, representativas do eleitorado do Estado de São Paulo, feitas entre segunda (14) e quarta-feira (16). A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais. Esta pesquisa está registrada no TSE sob os protocolos BR-08006/2022 e SP-03574/2022.