Altas e baixas nos preços do atacado nem sempre chegam ao varejo com a mesma intensidade

Mamão está 32% mais barato que há um ano e maçãs da safra 2025 chegam ao mercado

Dados são Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp

Dados são Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp | Magda Ehlers/Pexels

O preço do mamão papaia tem registrado quedas sucessivas, neste fim de janeiro, no atacado da Ceagesp, a maior central atacadista de alimentos in natura da América do Sul. Desde o início do ano, a redução nas cotações chegou a 23%.

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E, na comparação com janeiro de 2024, o papaia está quase 32% mais barato. Os dados são da Seção de Economia e Desenvolvimento da Ceagesp.

O mamão é uma fruta tropical originária do sul do México e da América Central. A fruta foi introduzida no Brasil pelos portugueses aproximadamente no final do século 16.

Até a década de 1970, São Paulo foi um dos maiores produtores nacionais, mas uma virose conhecida como mosaico atingiu os pomares paulistas e fez com que a plantação migrasse para o Pará, o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.

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A fruta é rica em água (85%) e contém licopeno, vitamina C e folato, sendo benéfica para a saúde, especialmente para gestantes. O licopeno tem propriedades antioxidantes que auxiliam na prevenção de doenças como câncer e diabete.

Além disso, o mamão é fonte de fibras e papaína, uma enzima que favorece a digestão e é usada na indústria farmacêutica, têxtil, de cosméticos e alimentícia.

Manga em oferta 

Na última semana, houve redução nas cotações da manga nas principais regiões produtoras do País. A Palmer foi comercializada no Vale do Rio São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco, por R$ 1,51 o quilo. Isso representou uma queda de 13% em relação à semana passada.

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Já a manga Tommy foi negociada a R$ 1,61 o quilo na porteira das fazendas nordestinas, com redução de 23% no mesmo comparativo.

O Vale do São Francisco é o maior produtor da fruta no País e um dos principais fornecedores de manga para o mercado paulista. Segundo projeções do portal HF Brasil, vinculado ao Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP, essa retração nas cotações da manga está ligada à queda no consumo no final do mês.

Melão em liquidação

As exportações de melão do Rio Grande do Norte e do Ceará, os maiores produtores da fruta no Brasil, tiveram bom desempenho na parcial da safra.

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Segundo o Comex Stat, os embarques para o exterior somaram 141 mil toneladas entre agosto e dezembro, o que representou uma alta de 3% frente ao mesmo período do ano anterior, apesar da redução no envio de variedades de maior valor, como cantaloupe e gália.

Mesmo com as boas vendas ao exterior, os preços do melão amarelo no mercado paulista atingiram os menores níveis dos últimos anos, especialmente em dezembro e janeiro.

E, embora a safra brasileira já esteja próxima do fim, os preços devem permanecer favoráveis ao consumidor porque países como Guatemala, Costa Rica e Honduras começaram a exportar suas frutas.

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Esse aumento na concorrência internacional deverá promover uma maior oferta de melões no mercado interno, já que os produtores brasileiros vão encontrar um mercado mais restrito no exterior a partir de agora.

Mais maçãs no mercado 

Embora o volume ainda seja baixo, a região de Vacaria, na Serra Gaúcha, já começou a colher maçãs da variedade gala da safra 2025.

E o início da nova temporada deverá reduzir o valor das maçãs miúdas da safra passada que ainda restam nos armazéns frigoríficos, o que pode provocar uma desvalorização gradual dos estoques antigos, formado basicamente pelas menores maçãs colhidas em 2024.

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Em 2024, os armazéns começaram a esvaziar ainda na primavera, o que encareceu a fruta para o consumidor final, embora as maçãs da variedade eva já estejam sendo comercializadas desde o fim do ano passado.

A expectativa é pelo início da safra também na Serra Catarinense, o que deve elevar o volume de fruta no mercado interno.

Melancia mais cara

Na contramão, a redução na oferta de melancias nas principais regiões produtoras do País provocou uma escalada no preço da fruta nos últimos dias.

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Na região de Teixeira de Freitas, na Bahia, as cotações subiram 51% na última semana. Ainda assim, a fruta foi comercializada, em média, por R$ 1,10 o quilo na porteira da fazenda. No Rio Grande do Sul, os termômetros em alta têm impactado a qualidade das roças.

Assim, a fruta graúda foi cotada a R$ 0,98 o quilo na porteira da fazenda na virada da semana. E isso representou uma disparada de 72,50% em apenas sete dias. Os dados são do portal HF Brasil.