A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e Shark Pro.
As resoluções foram assinadas na sexta-feira (14/8) e publicadas nesta segunda-feira (17/8) no Diário Oficial da União (DOU).
No caso do Newfit, uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou três substâncias que não estavam declaradas na composição do produto.
Já a suspensão dos suplementos Shark Pro ocorreu após uma inspeção sanitária identificar uma série de irregularidades nas condições de fabricação.
Substâncias não declaradas
Segundo a Anvisa, uma análise do suplemento Newfit, sob responsabilidade da empresa RBB Top New, identificou a presença de sibutramina, fluoxetina e furosemida.
Nenhuma das três substâncias aparece na composição informada na embalagem do produto. Na rotulagem, o suplemento informa ingredientes como Chlorella, Spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e crômio.
A presença das substâncias não declaradas foi classificada pela Anvisa como indício de adulteração.
Por causa da irregularidade, a agência determinou a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição, exportação, fabricação, propaganda e uso de todos os lotes do Newfit.
Shark Pro apresentou falhas na fabricação
A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro, da empresa RCA Labs.
A medida foi adotada após uma inspeção sanitária realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, no interior de São Paulo.
De acordo com a resolução, foram identificadas falhas consideradas graves nas Boas Práticas de Fabricação dos produtos.
Entre os problemas encontrados estão:
- ausência de controle de qualidade das matérias-primas;
- armazenamento inadequado de matérias-primas;
- falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos;
- ausência de estudos de estabilidade dos suplementos;
- falta de regularização de alguns produtos;
- ausência de informações sobre alergênicos na rotulagem de um dos produtos;
- falta de declaração sobre possível contaminação cruzada em outro produto.
A determinação da Anvisa vale para todos os suplementos da marca Shark Pro e todos os lotes.
