Chegar aos 111 anos de idade é um feito para poucos. A mineira Eunice Anício da Silveira, natural de Joanésia (MG), tornou-se símbolo de longevidade ao atrair atenção não apenas pela marca histórica de idade validada por organizações internacionais de supercentenários, mas também pela imensa família que construiu e pelos hábitos simples que manteve ao longo de décadas.
Uma vida inteira no campo e uma família gigante
Nascida em outubro de 1915, Eunice passou toda a sua trajetória no interior mineiro, onde consolidou uma rotina de trabalho duro e vida pacata no meio rural. Em fevereiro de 1932, aos 16 anos, casou-se com Oswaldo de Carvalho Lage, com quem permaneceu unida por quase 75 anos, até o falecimento dele em 2007.
Dessa longa união vieram 15 filhos (sendo nove vivos atualmente), uma descendência multigeracional que impressiona: a idosa conta com 50 netos, 88 bisnetos e 52 tataranetos.
Uma curiosidade divertida sobre a matriarca é que, devido ao bom humor e às brincadeiras sobre o jeito esquecido do marido na hora de registrar os nomes dos filhos, todas as dez filhas mulheres receberam o nome de “Maria” (incluindo um par de gêmeas), enquanto os rapazes dividiram-se entre Sebastião e Augusto.
Os segredos na visão da idosa centenária
Quando questionada sobre o que a ajudou a alcançar mais de um século de vida com saúde, ela chegou a relatar que nunca havia ficado gravemente doente ou precisado de medicamentos na juventude, Eunice aponta quatro pilares fundamentais de sua rotina:
- Dormir e acordar cedo: respeitar o ciclo natural de descanso atrelado ao ritmo do campo.
- Consumo frequente de leite: o alimento sempre esteve presente e fresco em sua dieta diária.
- Trabalho intenso: manter-se fisicamente ativa com as tarefas cotidianas e rurais.
- Alimentação natural: consumir primordialmente aquilo que era cultivado e colhido em sua própria terra.
Especialistas e médicos reforçam que, embora histórias inspiradoras como a de Eunice reflitam uma conexão profunda com o bem-estar e o estilo de vida tradicional, a longevidade extrema é multifatorial, dependendo também de forte carga genética, condições socioambientais e acesso a suporte de saúde ao longo dos anos.
Ainda assim, o testemunho de Dona Eunice permanece como um retrato fascinante de resistência, simplicidade e afeto familiar.





