Aos 16 anos, estudante desenvolve extintor que apaga o fogo com ondas sonoras, sem precisar de água, espuma ou produtos químicos

Conheça a tecnologia criada por Ángela Karime Venegas, de 16 anos, que pode reduzir danos a equipamentos eletrônicos durante incêndios

O protótipo reúne bateria de 12 volts, gerador de frequências, amplificador de potência e uma corneta para emitir os pulsos acústicos.

O protótipo reúne bateria de 12 volts, gerador de frequências, amplificador de potência e uma corneta para emitir os pulsos acústicos. Foto: Reprodução Facebook/Cetis 78

Um extintor capaz de apagar chamas usando ondas sonoras é o projeto desenvolvido pela estudante mexicana Ángela Karime Venegas Hernández, de 16 anos, em Tamaulipas, no México, em 2026.

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O protótipo Vortex Tech utiliza ondas acústicas para combater o fogo e busca oferecer uma alternativa para locais com equipamentos sensíveis, onde resíduos de agentes extintores podem causar danos.

Tecnologias que ajudam a transformar o dia a dia

Como funciona o extintor acústico Vortex Tech

O equipamento utiliza ondas sonoras de baixa frequência para interferir na combustão. Em vez de liberar água, espuma ou pó químico, o sistema movimenta o ar próximo às chamas e dificulta as condições necessárias para que o fogo continue aceso.

Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, o aparelho opera a 30 hertz (Hz), frequência equivalente a 30 ciclos por segundo. Esse movimento ajuda a formar pequenos anéis de vórtice, estruturas de ar que provocam turbulência na região atingida.

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Quais componentes formam o aparelho?

O protótipo reúne peças eletrônicas para produzir e direcionar as ondas acústicas. Entre os componentes estão:

  • Bateria de 12 volts;
  • Gerador de frequências;
  • Amplificador de potência;
  • Corneta para projetar o som.

A combinação desses elementos produz os pulsos acústicos que movimentam o ar. O objetivo é reduzir as condições que mantêm a chama ativa, sem deixar resíduos de água ou produtos químicos.

Mais de 100 testes avaliaram o desempenho

De acordo com informações divulgadas sobre o projeto, Ángela realizou mais de 100 testes com o equipamento. Os ensaios incluíram chamas associadas à madeira, a líquidos inflamáveis e à gordura de cozinha.

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O protótipo também foi testado em situações envolvendo equipamentos eletrônicos. A proposta é reduzir danos causados por resíduos durante o combate a pequenos focos de incêndio.

Os resultados divulgados indicam que o aparelho conseguiu apagar chamas em cerca de cinco a oito segundos. Os testes, porém, ocorreram em condições controladas e a capacidade de atuação depende das características do fogo e da distância.

Tecnologia ainda precisa avançar

Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Fire, vinculada à plataforma acadêmica MDPI, analisou pesquisas sobre o uso de ondas sonoras no combate às chamas. O estudo explica que frequências baixas podem desestabilizar a combustão ao alterar o movimento do ar próximo ao fogo.

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Esse princípio ajuda a explicar o funcionamento do extintor acústico. Entretanto, o desempenho varia conforme a frequência, a intensidade sonora e o tipo de chama.

Onde o extintor sonoro pode ser utilizado?

A tecnologia pode ter aplicações em laboratórios, escritórios e ambientes com equipamentos eletrônicos sensíveis. Nesses locais, evitar resíduos pode facilitar a limpeza e diminuir danos a determinados aparelhos.

Apesar disso, o Vortex Tech continua sendo um protótipo experimental. O dispositivo ainda não substitui os extintores convencionais nem os sistemas de segurança contra incêndios.

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A estudante também trabalha em uma versão automática. A proposta é detectar as chamas e direcionar as ondas sonoras sem exigir o acionamento manual do equipamento.

Projeto mexicano conquista prêmio internacional

Em outubro de 2026, Ángela recebeu a medalha de ouro na Competição Internacional de Ciência e Tecnologia ISIF, realizada na Indonésia. A conquista foi confirmada pela Secretaria de Educação do Governo de Tamaulipas.

A estudante desenvolveu o projeto com orientação do professor José Arturo Hernández Muñoz. Ela também recebeu o prêmio especial IYSA Semi Grand Award, que garante participação em outra competição científica.

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O próximo desafio é aperfeiçoar o sistema de detecção e extinção automática. A evolução do Vortex Tech dependerá de novos testes para avaliar seu alcance, sua eficiência e suas condições de uso em situações reais.