Após ameaça de surto gripal São Paulo amplia testagem contra Covid

O processo foi intensificado quando, segundo a pasta da gestão Ricardo Nunes (MDB), houve um aumento de pessoas com síndrome gripal

Realização de exame PCR para Covid-19.

Realização de exame PCR para Covid-19. | /SESI/Vinicius Magalhaes/AB

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo vai começar nesta semana a realizar testes rápidos para diagnosticar casos de Covid-19 em todas as pessoas com sintomas gripais que forem até uma unidade da rede municipal. A testagem será pelo método antígeno, segundo a pasta. 

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Os testes começam a ser feitos quando, segundo a pasta da gestão Ricardo Nunes (MDB), houve um aumento de pessoas com síndrome gripal que procuraram atendimento. 

De acordo com a secretaria, nos primeiros 15 dias de dezembro, foram 91.882 atendimentos de pessoas com sintomas gripais, sendo 45.325 casos de suspeita de Covid-19, contra um total de 111.949 pacientes em todo o mês de novembro, sendo que 56.220 deles tinham suspeita de estarem com o novo coronavírus. 

O número de pessoas com sintomas de gripe na rede municipal na primeira quinzena de dezembro representa 82% dos registros nos 30 dias de novembro. 

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O vírus influenza A H3N2, o mesmo associado à epidemia de gripe Rio de Janeiro e que está circulando na cidade de São Paulo, também já provoca aumento de atendimentos na rede privada. 

Ele é um dos subtipos do vírus influenza A. Os sintomas provocados por este vírus são os clássicos de gripe: febre alta com início agudo, cefaleia, dores articulares, constipação nasal e inflamação de garganta e tosse. Em alguns casos pode haver vômito e diarreia, sintomas mais comuns em crianças. 

Embora a vacina contra a gripe usada no programa de imunização tenha na sua composição a cepa H3N2, não é a mesma que circula agora no Rio e em São Paulo. Essa, chamada de Darwin [cidade na Austrália onde ela foi identificada pela primeira vez], não está coberta pela atual vacina. 

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“A secretaria segue monitorando o cenário epidemiológico das doenças virais no município, entre elas o vírus influenza”, diz a pasta municipal, em nota. 

De acordo com a secretaria, as unidades hospitalares coletam amostras de secreção nasal de pacientes internados em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) ou em unidades de saúde sentinelas, como AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), hospitais infantis e gerais, tanto público quanto privados. 

“Essas amostras são encaminhadas ao Laboratório de Saúde Pública do Instituto Adolfo Lutz, que identifica se de fato trata-se de influenza e também qual o tipo de vírus”, afirma. 

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“A identificação dos tipos de cepas virais circulantes permite avaliar o comportamento do vírus da gripe na cidade, subsidiando a secretaria em suas ações de assistência, vacinação, campanhas de educação em saúde e demais intervenções pertinentes”, diz. 

Segundo os especialistas, o melhor a ser feito neste momento é as pessoas continuarem usando máscaras e evitando aglomerações. 

Neste ano, no município de São Paulo, segundo a secretaria, foram notificados 119.873 casos de Srag, com necessidade de hospitalização. Desses, 205 (0,2%) foram confirmados como provocados pelo vírus influenza. Em 2020 foram notificados 120.850 casos de Srag com hospitalização, dos quais 242 foram classificados como Srag por influenza. 

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Dos 205 casos atuais, 20 (9,8%) foram positivos para influenza A (H1N1) pdm09A, quatro (3,8% para influenza A (H3) sazonal, 134 (34,3%) para influenza A (não subtipado) e 47 (19,9%) para influenza B. 

“A influenza sazonal é uma doença infecciosa febril aguda com maior risco de complicações em alguns grupos vulneráveis. A doença pode evoluir para formas mais graves como Srag e até morte”, diz trecho da nota da secretaria municipal.