Após enchente, prefeitura diz que entrará na Justiça para derrubar muro em Moema

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, construção é principal causa do alagamento na rua Gaivota, zona sul de São Paulo, que matou idosa

Prefeitura afirma que muro de condomínio impede escoamento de água, causando enchentes na rua Gaivota, em Moema, zona sul da capital paulista

Prefeitura afirma que muro de condomínio impede escoamento de água, causando enchentes na rua Gaivota, em Moema, zona sul da capital paulista | Divulgação

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou neste sábado (11) que entrará com uma ação judicial para derrubar o muro de um condomínio da rua Gaivota, em Moema, zona sul paulistana. A medida foi anunciada após uma enchente causar a morte de Nayde Pereira Cappellano, 88. 

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De acordo com Nunes, o muro, que fica na altura do número 900, impede o escoamento da água por uma viela sanitária cuja função é melhorar o fluxo da água quando chove. 

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A barreira, de acordo com o prefeito, resulta em enchentes como a registrada na rua Gaivota na última quarta-feira (8). Na ocasião, o carro em que Nayde estava foi arrastado pela água e ficou parcialmente submerso, fazendo com que ela ficasse presa. 

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“O importante é que vamos agora ingressar com ação judicial […] para que possamos ter a liberação desse espaço e retomar a viela sanitária que hoje está sendo utilizada de forma privada e atrapalhando aqui a drenagem”, disse o prefeito.

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Segundo ele, a região já era um local de acúmulo de água, mas a barreira faz com que o volume acumulado seja muito maior do que o normal, atingindo até dois metros de altura. 

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O prefeito mencionou o espaço hoje é usado com interesse privado do condomínio, “com construção de piscinas, churrasqueiras e quadras de futebol”.

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A prefeitura diz que já buscava adotar medidas judiciais para liberar a viela sanitária.

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Na última quinta (9), Nunes esteve na região atingida pela enchente e afirmou que acionou a Procuradoria-Geral do Município para tomar medidas judiciais para derrubar o muro.

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Neste sábado, ele afirmou que o condomínio havia sido notificado em 2018 sobre a irregularidade da construção. 

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Outras medidas também foram anunciadas pelo prefeito neste sábado, como ampliação de grelhas para que a água da chuva possa escoar para as galerias e a construção de jardins de chuva de forma a melhorar a permeabilidade da região. 

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Mesmo assim, o prefeito afirma que essas duas medidas são de caráter emergencial. “É algo que resolve? Não. É algo que vai ser utilizado para minimizar e ampliar a capacidade de entrada da água”, disse. Segundo Nunes, a desobstrução do muro é a ação mais importante de ser tomada.