O comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), major Veiga, afirmou nesta quarta-feira (1º/7) que a corporação recebeu um grande volume de denúncias da população após o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, baleado na cabeça no último sábado (27/6), em São Caetano do Sul.
Segundo ele, as informações têm sido fundamentais para identificar integrantes de organizações criminosas e avançar nas investigações. O policial, irmão de Eloá Cristina Pimentel, foi socorrido em estado grave pelo helicóptero Águia da Polícia Militar (PM).
A declaração foi feita durante a cerimônia Homenagem às Forças Policiais do Estado de São Paulo, realizada no Auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
“Criminosos que atuam nas organizações criminosas, que atuam na criminalidade ultraviolenta, que há muito tempo estão em nosso radar, começaram a ser identificados pela grande quantidade de denúncias que estamos recebendo. Essa é uma das maneiras que a sociedade tem de nos apoiar nesse momento”, afirmou o comandante.
Durante o discurso, Veiga também comentou o estado de saúde do tenente, que segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
“Agradeço a Deus por nos permitir a esperança da recuperação do tenente Pimentel. Está hospitalizado, está grave, mas respondendo positivamente a cada dia. E esse é o perfil do policial de Rota. Nós não precisamos de um policial mais forte, mas precisamos daquele policial que seja mais resiliente, que consiga superar todas as dificuldades”, disse.
O comandante ressaltou ainda que toda a estrutura das forças de segurança está mobilizada para esclarecer o atentado e localizar todos os envolvidos.
“Quando o crime atenta contra um dos nossos policiais, ele está atentando contra a estrutura da sociedade, contra o Estado. É por essa razão que nós devemos empenhar todos os recursos para esclarecer o ocorrido, identificar, localizar e prender todos os indivíduos envolvidos nessa situação“, declarou.
Investigações continuam
Segundo Veiga, equipes da Rota seguem distribuídas pela Capital, região metropolitana e outras localidades do estado para apurar as informações recebidas.
“Nesse momento nós temos diversas equipes de Rota espalhadas não só na capital, na região metropolitana, mas em diversas áreas, apurando todas as denúncias que nós estamos recebendo”, afirmou.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, do do Batalhão de Polícia de Choque, é baleado na cabeça.
Estado de saúde ainda é delicado
O policial passou por uma cirurgia neurológica e permanece internado em estado grave, porém com evolução considerada positiva. De acordo com os boletins médicos mais recentes, o inchaço cerebral está diminuindo e a equipe iniciou a redução gradual da sedação.
As investigações apontam que o atentado teria sido planejado durante cerca de quatro meses. Conforme a Polícia Civil, os criminosos monitoraram a rotina do tenente desde fevereiro, utilizando veículos de apoio para acompanhar seus deslocamentos, principalmente na saída da academia.
Até o momento, um dos atiradores já foi identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e do trabalho de inteligência policial. O Renault Logan branco utilizado no monitoramento da vítima foi localizado e apreendido na zona leste da capital.
Dois homens, de 40 e 52 anos, presos no domingo (28/6) por suspeita de prestar apoio logístico aos executores, tiveram as prisões temporárias mantidas pela Justiça. Já na manhã desta quarta-feira, um homem apontado como suspeito de participação indireta no crime morreu após trocar tiros com policiais da Rota durante uma operação no Jardim Guaianazes, na zona leste de São Paulo.
O comandante também agradeceu o apoio prestado pelo Hospital Estadual Mário Covas, pela Secretaria da Segurança Pública, pela Polícia Civil e pela Polícia Técnico-Científica durante as investigações e no atendimento ao oficial ferido.
Segundo a corporação, as buscas pelos demais envolvidos continuam.
