Avô e sua mulher são suspeitos de torturar criança de 4 anos

Menina de 4 anos deu entrada na UTI em estado grave; segundo médicos do Conselho Tutelar, criança não sobreviveria por mais de uma semana neste estado

Hospital Estadual de Francisco Morato, onde criança foi internada

Hospital Estadual de Francisco Morato, onde criança foi internada | REPRODUÇÃO

No último domingo (22), uma garota de 4 anos foi internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Francisco Morato, na Grande São Paulo, após ter tido partes do corpo mutiladas, queimadas e ossos quebrados.

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Após um médico do pronto-socorro do município acionar a Guarda Civil Metropolitana, o Conselho Tutelar de Caieiras tomou conhecimento do caso. A Polícia Civil de São Paulo investiga o avô da criança e sua mulher por abandono de incapaz e tortura.

De acordo com relatos dos médicos ao órgão, a criança não sobreviveria por mais de uma semana neste estado. Ainda de acordo com os profissionais de saúde, a tortura ocorre há alguns meses.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Caieiras como abandono de incapaz. Contudo, o Conselho Tutelar e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entendem que trata-se de um caso de tortura e de tentativa de homicídio, e não apenas maus tratos.

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Suspeitos. 

O avô da criança e sua mulher pagaram uma fiança de R$ 2 mil cada e estão respondendo o inquérito em liberdade.

O avô tinha a guarda provisória da criança desde o dia 9 de abril de 2020, mas estava vencida. Para o Conselho Tutelar, a tortura começou no início do ano.

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O Ministério Público está a favor de que a garota, após sair do hospital, não volte para casa e seja encaminhada para um abrigo municipal. O Conselho Tutelar está com dificuldades para encontrar os pais ou outro parente da criança.