Os bancários participam de ato nesta terça-feira (14), a partir das 11h, em frente ao Banco Central (BC), na avenida Paulista, em São Paulo, pela redução dos juros.
“Temos os juros mais altos do mundo. Com o controle do Banco Central, o sistema financeiro eleva a Selic e não controla a inflação. Manter taxa de juros, neste momento, vai encarecer o crédito, em um momento em que a população está sem renda, desaquecendo a economia brasileira”, disse Ivone Silva, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.
“Não podemos aceitar que o Banco Central mantenha uma política econômica contrária aos interesses dos trabalhadores”, completou ela.
O protesto do sindicato chega em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o BC estão em uma espécie de batalha. No início de fevereiro, Lula usou a cerimônia de posse de Aloizio Mercadante como presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para subir o tom mais uma vez contra a política monetária conduzida pelo Banco Central.
“É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram para a sociedade brasileira”, disse o presidente.
Lula já havia afirmado anteriormente que o presidente do Banco Central, o economista Roberto Campos Neto, quer chegar a uma inflação ‘padrão europeu’, mas que é necessário chegar à inflação “padrão Brasil”. O petista também afirmou que o Brasil tem “cultura” de juros altos, e que o patamar de juros e o comunicado do BC são uma “vergonha”.
