Nova regra para viajar à Europa passa a cobrar taxa de brasileiros e exige autorização digital

Sistema entra em vigor em 2026, custará cerca de R$ 120 e será obrigatório para entrar em 30 países do continente

Levantamento mostra que a mobilidade internacional é o principal trunfo do passaporte brasileiro, enquanto desafios econômicos impedem uma posição ainda melhor (Foto: Agência Brasil)

Nova regra da União Europeia passa a exigir autorização digital e taxa de 20 euros para turistas brasileiros a partir de 2026 / Agência Brasil

O planejamento de viagem para a Europa passa a ter uma etapa obrigatória antes do embarque a partir do último trimestre de 2026. A União Europeia confirmou o início do ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem), plataforma digital que fará uma triagem de segurança dos turistas.

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Apesar da confirmação das novas regras, a medida ainda não está valendo e a plataforma oficial segue fechada para o envio de solicitações. A abertura do sistema e o início da cobrança vão ocorrer apenas na data de lançamento no final de 2026. 

A nova exigência atinge cidadãos de países que hoje não precisam de visto, incluindo os brasileiros, e terá uma taxa de 20 euros (aproximadamente R$ 120 na cotação atual). O procedimento será totalmente online e servirá como pré-checagem migratória.

Como funciona o formulário e quais documentos ter em mãos

O processo de solicitação é feito diretamente pelo site ou aplicativo oficial da União Europeia, sem necessidade de comparecer a consulados ou agendar entrevistas presenciais.

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Para preencher o cadastro, o turista precisa apresentar:

  • Passaporte brasileiro válido: com validade mínima de três meses além da data planejada para sair da Europa.
  • E-mail ativo: endereço para o envio do comprovante digital de liberação.
  • Cartão internacional: de débito ou crédito, utilizado para o pagamento da taxa de 20 euros.

Durante o preenchimento, o sistema solicita dados pessoais básicos, profissão, nível de escolaridade, primeiro país de entrada no continente e perguntas sobre antecedentes criminais. Para agilizar a organização dos dados e da viagem, o turista pode manter o passaporte na carteira digital do celular durante o processo.

A checagem nas bases policiais internacionais costuma levar poucos minutos, e a resposta é enviada diretamente para o endereço eletrônico informado.

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Validade de três anos e público com isenção

Após a aprovação, a autorização eletrônica fica vinculada ao passaporte e tem validade de três anos ou até o vencimento do documento de viagem, o que ocorrer primeiro.

Nesse intervalo, o turista pode entrar e sair do território europeu diversas vezes, mantendo o limite padrão de permanência de até 90 dias a cada período de 180 dias. A medida atualiza as regras de circulação internacional, já que o passaporte do Brasil mantém amplo acesso a diferentes continentes sem a exigência de visto tradicional.

A taxa de 20 euros não será cobrada de todos: menores de 18 anos e pessoas com mais de 70 anos têm isenção do pagamento. Contudo, esses grupos continuam obrigados a preencher o formulário digital para emitir a autorização individual.

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Lista de 30 países que passam a exigir o documento

A autorização digital será solicitada nas principais rotas de turismo do continente europeu. Países com grande fluxo de viajantes brasileiros, como Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Suíça e Holanda, estão na lista.

A regra também vale para Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Grécia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Suécia e outros 12 países, além de microestados integrados por fronteiras abertas, como Vaticano, Mônaco, San Marino e Andorra.

A Irlanda é a única exceção entre os membros da União Europeia. Por manter acordos migratórios próprios com o Reino Unido, o país continuará utilizando o controle tradicional de fronteira para passageiros vindos do Brasil.

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Regras do período de transição nos aeroportos

Para organizar o fluxo migratório e dar tempo de adaptação aos passageiros e companhias aéreas, a União Europeia dividiu a implementação do sistema em duas fases.

Nos primeiros seis meses de funcionamento, o preenchimento será fortemente recomendado, mas quem não tiver o registro ainda conseguirá passar pela imigração desde que apresente os comprovantes tradicionais, como reserva de hospedagem, seguro e capacidade financeira.

Nos seis meses seguintes, a autorização passa a ser obrigatória. Nessa segunda etapa, viajantes que estiverem entrando no continente pela primeira vez desde a estreia da plataforma ainda poderão receber liberação em caráter excepcional na fronteira.