Bolsonaro admite ter queimado tornozeleira eletrônica; VÍDEO

Após a violação, a tornozeleira eletrônica do ex-presidente teve de ser trocada na madrugada deste sábado (22/11)

Bolsonaro foi detido em casa, no Jardim Botânico, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Bolsonaro foi detido em casa, no Jardim Botânico, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Pedro Ladeira/Folhapress

Um vídeo anexado ao processo do ex-presidente Jair Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica danificada e com marcas de exposição ao fogo.

No áudio, é possível ouvir quando a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Rita Gaio, questiona Bolsonaro sobre o estado do dispositivo. Veja o vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Bolsonaro foi detido em casa, no Jardim Botânico, após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã deste sábado (22/11).

Tornozeleira foi trocada

Após a violação, a tornozeleira eletrônica do ex-presidente teve de ser trocada na madrugada deste sábado (22/11). Segundo o Blog da Andréia Sadi, o alarme da tornozeleira disparou às 0h07.

Imediatamente, a equipe que faz a segurança de Bolsonaro foi acionada pela Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal, responsável pelo aparelho.

A escolta, então, confirmou a violação e fez a troca à 1h09.

Segundo o blog da Julia Duailibi, a defesa de Bolsonaro deve alegar que o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica durante um surto.

Para Moraes, a violação “constata a intenção do condenado [Bolsonaro] de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”, que seria facilitada pela vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a frente do condomínio do ex-presidente.

Prisão de Bolsonaro

A decisão ocorreu após a divulgação de um vídeo do senador Flávio Bolsonaro convocando apoiadores para uma “reação” em frente à residência do ex-presidente, o que a PF interpretou como risco à ordem pública. Moraes também citou possível tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.

A prisão preventiva também provocou reação no meio político e ampla repercussão internacional.

Ordem não está ligada à execução da pena de 27 anos e 3 meses imposta pelo STF em setembro, mas sim a medidas cautelares associadas ao processo sobre a tentativa de golpe em 2022.