Boulos busca MP para impedir que prefeitura retire bens de população de rua

Segundo o deputado, a Prefeitura de SP sinaliza que pode tomar medidas mais duras para expulsar a população de rua das vias da Capital

Guilherme Boulos durante inauguração da Cozinha Solidária da Praça da Sé, em foto de arquivo

Guilherme Boulos durante inauguração da Cozinha Solidária da Praça da Sé | Divulgação

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) entrou nesta quarta-feira (8) com uma representação no Ministério Público de São Paulo para impedir que a prefeitura da Capital retire os pertences das pessoas em situação de rua na cidade.

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Segundo o parlamentar, a gestão Ricardo Nunes (MDB) sinaliza que pode tomar medidas mais duras para expulsar a população de rua das vias da Capital.

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“As pessoas em situação de rua não estão lá porque querem, mas sim porque o governo não faz o seu trabalho de acolher e oferecer oportunidades”, disse  Boulos.

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“[Ricardo] Nunes está apelando à violência contra os mais vulneráveis e destituídos da nossa cidade porque não sabe como lidar com um problema que é de natureza social”, completou o parlamentar.

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Na última segunda (6), o novo subprefeito da Sé, coronel Batista Camilo, afirmou à “TV Globo”  que pretende regulamentar o uso de barracas por pessoas em situação de rua no centro da Capital.

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“A nossa ideia é começar a regrar o uso das barracas de acordo com legislação municipal. Elas foram toleradas até por causa da pandemia, mas as barracas não devem ser montadas durante o dia. Vamos começar um trabalho gradativo, não é simplesmente ir lá e tirar a barraca, nós vamos oferecer lar para que as pessoas tenham acolhimento, o problema não é a barraca, é cuidar das pessoas que estão ali, dar um encaminhamento para essas pessoas”, afirmou Camilo.

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Também em entrevista à “TV Globo”, a professora de direito Bianca Tavolari, do Insper,  explicou que a barraca é um direito da pessoa em situação de rua.

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“Essa pessoa tem direitos, inclusive, à propriedade. Essa barraca ou esses pertences não são qualquer coisa. Uma barraca para uma pessoa em situação de rua é equivalente à casa, é a possibilidade de sobrevivência. Ela tendo a barraca retirada é como se ela fosse despejada ou retirada da própria rua”, afirmou.