Organização prevê 88 mil mortes por coronavírus no Brasil até agosto

Órgão da OMS prevê 88.300 mortes pelo novo coronavírus no Brasil até o dia 4 de agosto; previsão foi divulgada nesta terça

Segundo o governo paulista, 45,1% dos casos ocorrem no Interior e no Litoral

Segundo o governo paulista, 45,1% dos casos ocorrem no Interior e no Litoral | Martin Sanchez/Unsplash

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas prevê 88.300 mortes pelo novo coronavírus no Brasil até o dia 4 de agosto. O cálculo foi divulgado nesta terça-feira (26) pela diretora da Opas, Carissa Etienne, em entrevista coletiva. O País tinha até esta segunda-feira (25), 23.473 mortes pela Covi-19, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com a diretora, existe “um aumento exponencial” de óbitos diários no Brasil. A expectativa é de que, em 22 de junho, a média seja de 1.020 mortes por dia. “Este não é o momento de flexibilizar as restrições. É preciso permanecer forte, vigilante, e implementar as medidas com eficácia comprovada”.

Etienne afirmou que “não há dúvidas” de que a América é o novo epicentro da pandemia do novo coronavírus, e chamou a atenção para os Estados Unidos e para o Brasil, que vêm registrando os maiores números diários de novos casos da doença. Peru, Chile e México também foram citados pela diretora como exemplos de países que vivem um momento crítico no crescimento de infectados.

O diretor do Programa de Doenças Transmissíveis da Opas, Marcos Espinal disse que o órgão está “muito preocupado” com a situação no Brasil. O médico fez a ressalva de que Peru e Chile registram uma taxa de incidência por habitantes maior do que a brasileira, mas destacou que é urgente aumentar a testagem da Covid-19 no País.

“O Brasil precisa aumentar o número de testes. Atualmente, são cerca de três mil por milhão de habitantes. Em um País tão grande, de cidades povoadas como Rio e São Paulo, é de importância vital implementar medidas de mitigação, como aumentar os testes e tentar manter o distanciamento social. A situação não vai melhorar na próxima semana. Ainda há um longo caminho a percorrer”, alertou Espinal.

*Com informações do Estadão Conteúdo