Câmara retarda decisão para voto do arcabouço

Após reunião de líderes, apenas depois de reuniões com bancadas deputados vão decidir data de apreciação da regra

Para Cajado, "ele já está pronto (o texto), apenas faltando esses ajustes"

Para Cajado, "ele já está pronto (o texto), apenas faltando esses ajustes" | Câmara dos Deputados

Na noite de segunda (21) houve reunião dos líderes da Câmara com representantes da equipe econômica do governo. O objetivo era o de decidir se nesta terça-feira (22) haveria a votação do texto do arcabouço fiscal. O resultado mais uma vez não foi o esperado pelo governo federal, já que a votação ainda pode ficar para quarta-feira (23).

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Foi o que anunciou o deputado relator da proposta, Cláudio Cajado (PP-BA), na saída da reunião que aconteceu na residência oficial da Câmara. Participaram da reunião, além dos líderes, membros da equipe econômica do governo federal e da Casa Civil.

“Amanhã [terça] nós devemos exaurir todos os pontos, com os líderes e o presidente Arthur Lira, e definir a votação amanhã mesmo ou na quarta-feira. Acordado o texto, não terá dificuldade para que eu possa apresentar o parecer, até porque ele já está pronto, apenas faltando esses ajustes”, declarou o relator na segunda-feira (21) à noite.

Entendendo a tramitação 

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Em junho, o Senado devolveu o texto do arcabouço para a Câmara, com modificações. Desde então, a proposta está travada na Casa. É que parte dos deputados, inclusive o próprio Cláudio Cajado, são contrários às mudanças.

Elas tratam da exclusão do Fundo Nacional para a Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) do texto da regra. Também excluem os repasses do Fundo Constitucional do Distrito Federal e ampliam a retirada do limite de despesas com custos em ciência, tecnologia e educação.

“A discussão foi feita de forma técnica, e eu acredito que amanhã [terça], com os líderes, a posição possa ser política, se mantém ou não mantém [a despesa continuada]”, acredita Cajado.

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Mas no fundo, a crença em Brasília é a de que essa demora é fruto da indecisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na acomodação do Partido Progressista (PP) e do Republicanos na Esplanada dos Ministérios. Oficialmente, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, nega.

Outra mudança feita no texto pelo Senado foi a aprovação da previsão de despesas condicionadas. Na prática, as despesas do orçamento 2024 só seriam executadas depois que o Congresso aprovasse créditos extraordinários. O relator da proposta no Senado foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).