Carnes que substituem a picanha no churrasco em São Paulo e ajudam a economizar no açougue sem perder sabor

Com escolha certa no açougue e preparo adequado, dá para montar um churrasco suculento gastando menos

Cortes alternativos podem entregar sabor e maciez sem depender da picanha no churrasco. (Foto: Pexels)

A picanha virou símbolo do churrasco brasileiro, mas não é a única carne capaz de brilhar na grelha. Com os preços mais altos no açougue, outros cortes ganharam espaço por entregarem sabor, maciez e bom rendimento sem pesar tanto no bolso.

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A boa notícia é que dá para montar um churrasco caprichado sem depender apenas do corte mais famoso da churrasqueira. Fraldinha, maminha, alcatra, contrafilé e até cortes menos lembrados podem surpreender quando recebem o preparo certo.

Na prática, o segredo está em escolher carnes com boa gordura, respeitar o ponto e cortar as peças da maneira correta. Assim, o churrasco fica suculento, econômico e com cara de fim de semana bem aproveitado.

Fraldinha ganha espaço

A fraldinha é uma das substitutas mais populares da picanha porque combina fibras longas, sabor intenso e preparo rápido. Quando vai inteira para a grelha, ela costuma ficar macia por dentro e dourada por fora.

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Além disso, o corte absorve bem sal grosso, marinadas leves e temperos simples. Por isso, funciona tanto no churrasco tradicional quanto em receitas feitas na frigideira ou na air fryer.

Para evitar que a carne fique dura, o ideal é cortar sempre contra as fibras. Esse cuidado simples muda a textura no prato e ajuda a preservar a sensação de maciez a cada mordida.

Maminha é versátil

A maminha também aparece entre as melhores opções para quem quer economizar sem abrir mão de uma carne suculenta. O corte tem capa de gordura, sabor suave e costuma agradar quem prefere carnes menos fibrosas.

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Na churrasqueira, a peça pode ser assada inteira e fatiada depois. Dessa forma, a gordura derrete aos poucos e ajuda a manter a carne úmida durante o preparo.

Outro ponto positivo é a versatilidade. A maminha vai bem no espeto, na grelha, no forno e até na panela, o que aumenta o aproveitamento da compra no dia a dia.

Alcatra rende bem

A alcatra costuma ser uma escolha certeira para churrascos maiores, já que rende bastante e permite diferentes cortes. Dela saem peças valorizadas, como a maminha e o miolo da alcatra.

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O miolo da alcatra, em especial, pode entregar boa maciez quando preparado em bifes altos ou tiras grossas. Com fogo controlado, ele ganha crosta por fora e mantém a suculência por dentro.

Como tem sabor equilibrado, a alcatra combina com temperos simples. Sal, alho, pimenta-do-reino e um descanso curto após sair da grelha já ajudam a valorizar o corte.

Contrafilé surpreende

O contrafilé é outra alternativa forte para substituir a picanha no churrasco. Quando apresenta boa camada de gordura lateral, o corte fica saboroso e ganha uma textura marcante na churrasqueira.

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A dica é evitar fatias muito finas, pois elas ressecam com facilidade. Bifes mais altos seguram melhor o calor, criam uma crosta bonita e permitem controlar o ponto com mais segurança.

Esse corte também tem uma vantagem importante: costuma ser fácil de encontrar. Por isso, aparece como boa opção para quem quer fugir da picanha sem procurar peças muito específicas no açougue.

Cortes esquecidos ajudam

Além dos nomes mais conhecidos, cortes como bananinha, miolo da paleta e costela em tiras podem funcionar bem no churrasco. Eles exigem atenção no preparo, mas entregam muito sabor.

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A bananinha, retirada entre as costelas, costuma ter gordura entremeada e fica ótima em tiras na grelha. Já o miolo da paleta pode surpreender quando é bem limpo e preparado no ponto certo.

Portanto, antes de escolher a carne apenas pelo nome, vale observar aparência, gordura e indicação de preparo. Muitas vezes, o melhor churrasco começa justamente nos cortes que quase ninguém pede.