Casal italiano adota irmãos de 8 e 9 anos que viviam em abrigo e inicia uma nova vida em família após superar desafios de idioma e adaptação

Após seis videochamadas e um mês de aproximação em Goiânia, as crianças conheceram parentes e começaram a frequentar a escola no sul da Europa

O acompanhamento técnico da adaptação das crianças continuará por dois anos após a conclusão do processo judicial.

O acompanhamento técnico da adaptação das crianças continuará por dois anos após a conclusão do processo judicial. Foto: Reprodução/TJ-GO

O casal italiano Nicola D’Alba e Maria Cristofaro concluiu, em outubro de 2026, a adoção de dois irmãos brasileiros que viviam em uma instituição de acolhimento em São Luís de Montes Belos, no oeste de Goiás. O processo, acompanhado pela Justiça goiana, permitiu que as crianças começassem uma nova etapa da vida com a família na Itália.

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Casal italiano enfrentou desafios durante a adoção

A formação da nova família exigiu adaptação e acompanhamento profissional. Antes de viajar ao Brasil, Nicola e Maria iniciaram o contato com os irmãos por meio de seis videochamadas autorizadas pela Justiça.

A diferença de idioma dificultou as primeiras conversas. Por isso, o advogado Marco Barone, representante do organismo italiano de adoção internacional Il Mantello, ajudou na tradução dos diálogos. A Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional de Goiás (Cejai-GO) também acompanhou essa etapa.

Maria relatou as dificuldades enfrentadas durante o processo em uma declaração divulgada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

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Convivência em Goiânia durou 30 dias

Depois dos contatos virtuais, o casal viajou ao Brasil para conviver com as crianças durante 30 dias, em Goiânia. Esse período permitiu que os irmãos e os futuros pais desenvolvessem vínculos antes da decisão definitiva.

Durante o estágio de convivência, equipes técnicas realizaram encontros semanais para acompanhar a adaptação. Os profissionais observaram a relação entre os envolvidos e produziram informações para subsidiar a decisão judicial.

Segundo Marco Barone, o desejo de formar uma família motivou o casal a seguir com o procedimento. Nicola trabalhava em um centro de recepção para imigrantes, enquanto Maria participava de atividades voluntárias ligadas à Igreja Católica.

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Irmãos goianos começaram uma nova rotina na Itália

Após a conclusão da adoção, as crianças viajaram para Bari, cidade localizada no sul da Itália, onde o casal mora. A chegada marcou o início da adaptação à vida familiar fora do Brasil.

De acordo com o advogado, os irmãos começaram a conhecer outros integrantes da família, como avós, tios e demais parentes. Eles também iniciaram a rotina escolar no novo país.

O acompanhamento técnico não termina com a viagem. Segundo as informações divulgadas pelo TJ-GO, os profissionais continuarão monitorando a adaptação das crianças por dois anos.

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Como funciona a adoção internacional no Brasil?

O procedimento envolve etapas judiciais e avaliações realizadas nos países de origem e de destino. Inicialmente, os pretendentes precisam obter autorização para adotar no exterior e solicitar a habilitação perante a autoridade competente no Brasil.

Em Goiás, a Cejai-GO participa da análise e do acompanhamento dos processos internacionais. O perfil dos pretendentes é registrado no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, que permite a busca de correspondências com crianças aptas à adoção.

Quando ocorre a vinculação, podem começar os contatos autorizados pela Justiça. Em seguida, o estágio de convivência permite avaliar a formação dos vínculos familiares. Relatórios técnicos ajudam o juiz a decidir sobre a adoção.

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A legislação brasileira prevê a adoção internacional nos casos em que os requisitos legais são atendidos. Ela também estabelece a prioridade da colocação da criança em família adotiva no Brasil, observadas as condições previstas nas normas aplicáveis.

Para consultar as regras oficiais, acesse o Estatuto da Criança e do Adolescente no portal do Planalto.

O caso dos irmãos goianos reúne diferentes etapas desse procedimento, desde os primeiros contatos virtuais até a adaptação no exterior. O acompanhamento previsto para os próximos dois anos permitirá avaliar a continuidade da integração das crianças à nova família.