Combustível adulterado em SP: veja como fazer o teste na hora no próprio posto

Motorista pode exigir teste de qualidade e quantidade da gasolina, do etanol ou do diesel diretamente na bomba de combustível

Empresa faz levantamento do preço do litro da gasolina na Capital

Combustível adulterado pode causar prejuízos ao bolso e ao motor; motorista pode exigir testes diretamente na bomba. Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

Abastecer o carro pode esconder uma armadilha para o bolso e para o motor do veículo.

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Em São Paulo, o motorista que desconfiar da qualidade ou da quantidade da gasolina, etanol ou diesel tem o direito de exigir testes imediatos direto na bomba.

Para ajudar o consumidor a não cair em golpes, o Procon-SP e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) detalham o que fiscalizar e como acionar a fiscalização.

Escolha dos postos de combustíveis

De acordo com o Procon-SP, os cuidados ao abastecer começam na escolha do posto de combustível. Preços muito abaixo da média do mercado é o primeiro indício de que o consumidor deve ficar atento.

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Como a margem de lucro por litro no setor é baixa, valores muito inferiores aos praticados na região podem indicar irregularidades na quantidade ou na qualidade do combustível vendido.

Outro cuidado é conferir, no caso do etanol, se a bomba possui o densímetro, equipamento obrigatório instalado na parte superior da bomba, com instruções de leitura. Ele não garante sozinho a qualidade, mas é um indício de que o combustível está dentro das especificações.

O consumidor também pode verificar se a bomba tem o selo de aferição do Inmetro/Ipem-SP, exigido em todo equipamento em funcionamento, e solicitar ao frentista o teste de qualidade. Todos os postos devem ter profissionais treinados para realizar a testagem, de acordo com determinação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

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Cuidados na hora de abastecer

Durante o abastecimento do veículo, o consumidor deve acompanhar todo o processo, de preferência fora do veículo, e ficar atento aos seguintes pontos:

  • Conferir se o bico usado corresponde ao combustível pedido;
  • Checar se o valor exibido na bomba é o mesmo anunciado;
  • Verificar se a bomba inicia a contagem do zero;
  • Acompanhar o abastecimento até o fim, e só então se dirigir ao caixa;
  • Sempre exigir a nota fiscal e confirmar se o valor e a quantidade de litros nela registrados batem com o que foi abastecido.

É recomendado ainda manter, sempre que possível, os mesmos postos de confiança, o que facilita identificar o estabelecimento em caso de algum problema, já que combustível adulterado nem sempre causa danos imediatos aos veículos.

Como denunciar

Em caso de suspeita de combustível adulterado, o consumidor pode ser denunciado ao Procon-SP pelo site www.procon.sp.gov.br, informando o posto, o endereço, o tipo de combustível e, se possível, qual bomba foi usada.

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Já a Ouvidoria do Ipem/SP recebe dúvidas e denúncias sobre práticas de comercialização, produtos ou serviços pelo telefone 0800 013 05 22 (segunda a sexta, das 8h às 17h), pelo e-mail [email protected] ou pelo site www.ipem.sp.gov.br.