Concessão de R$ 10 bilhões prevê pedágio de quase R$ 60 e duplicações na BR-262

Contrato de concessão, inicialmente previsto para janeiro, deve ser assinado apenas na primeira semana de fevereiro

Sistema rodoviário concedido soma 870,3 quilômetros, incluindo trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395

Sistema rodoviário concedido soma 870,3 quilômetros, incluindo trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395 | Edemir Rodrigues/EPE/Governo de MS

A BR-262, principal ligação entre Campo Grande e o estado de São Paulo, vai passar a ter pedágio próximo de R$ 60 após a concessão da chamada Rota da Celulose, prevista para entrar oficialmente em vigor em fevereiro de 2026. O trecho concedido terá 102 quilômetros de pista duplicada e fará parte de um pacote bilionário de investimentos no leste de Mato Grosso do Sul.

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O sistema rodoviário concedido soma 870,3 quilômetros, incluindo trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395, que ficarão sob gestão do Consórcio Caminhos da Celulose por 30 anos.

Pedágio na BR-262

O contrato de concessão, inicialmente previsto para janeiro, deve ser assinado apenas na primeira semana de fevereiro. Com isso, a cobrança do pedágio também fica para depois. Pelo cronograma, os pórticos serão instalados até o 12º mês da concessão e a cobrança começa no 13º mês, ou seja, a partir de fevereiro de 2027.

Na BR-262, o custo total para automóveis deve chegar a R$ 57,60, somando quatro pórticos instalados entre Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Os valores já consideram o desconto de 8% oferecido pelo consórcio no leilão realizado em maio de 2025.

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Outras rodovias da concessão também terão cobrança relevante:

  • MS-040: total de R$ 41,20;
  • BR-267: total de R$ 43,70;
  • MS-338: R$ 10,40 em um único pórtico.

A tarifa varia conforme a categoria do veículo.

Investimento de R$ 10 bilhões e pedágio eletrônico

A concessão da Rota da Celulose prevê investimento estimado em R$ 10,098 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões em obras (CAPEX) e R$ 3,1 bilhões em operação e manutenção (OPEX). O modelo adotado será o Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem praças ou cancelas.

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Nesse formato, o motorista passa pelos pórticos na velocidade da via. A cobrança é feita por TAG eletrônica, com possibilidade de desconto, ou por leitura da placa, caso em que o pagamento deve ser regularizado junto à concessionária em até 30 dias, evitando multa por evasão.

Do total concedido, apenas 115 quilômetros terão pista duplicada, sendo:

  • 101,7 km na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo;
  • 13,5 km na BR-267, em Bataguassu.

O restante da malha receberá terceiras faixas, acostamentos e melhorias operacionais. Ao fim das obras, a concessão prevê 100% da malha com acostamento, além de contornos urbanos, passagens de fauna, dispositivos de segurança e postos de atendimento ao usuário.

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A BR-262, eixo central da concessão, será totalmente duplicada entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, incluindo contorno rodoviário na cidade para retirar o tráfego pesado da área urbana. Mesmo com investimentos robustos, o alto valor do pedágio já coloca a Rota da Celulose no centro do debate sobre custo logístico e impacto para motoristas e transportadores da região.