Deolane Bezerra continuará presa após STJ rejeitar recurso da defesa

Decisão foi tomada nesta terça-feira (9/6), durante o julgamento de um recurso apresentado pela defesa

Deolane está presa desde 21 de maio, após ser alvo da Operação Vérnix/Reprodução/Redes Sociais

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, investigada por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligado ao Primeiro Comando da Capital.

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A decisão foi tomada nesta terça-feira (9/6), durante o julgamento de um recurso apresentado pela defesa.

Deolane está presa desde 21 de maio, após ser alvo da Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. Os advogados da influenciadora buscavam reverter a prisão preventiva por meio de um habeas corpus, alegando que não havia fundamentos legais para a manutenção da medida.

Ao concluir o julgamento, a ministra Maria Marluce Caldas negou provimento ao recurso e recomendou celeridade na tramitação do processo. Com a decisão, Deolane seguirá detida em uma unidade prisional no interior paulista enquanto as investigações avançam.

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Investigação contra influenciadora

Segundo a Polícia Civil, a influenciadora teria utilizado sua projeção pública e empresas vinculadas ao seu nome para conferir aparência de legalidade a recursos supostamente provenientes de atividades criminosas.

A investigação também apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados e possíveis conexões com pessoas ligadas à facção criminosa.

A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que Deolane não integra organização criminosa nem praticou crimes. Em nota, os advogados classificaram a manutenção da prisão como “ilegal e desnecessária” e informaram que continuarão buscando a liberdade da cliente perante a Justiça de São Paulo.

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Além de Deolane, a investigação também inclui familiares e pessoas apontadas pelas autoridades como ligadas ao líder da facção, Marcos Willians Herbas Camacho. O processo tramita sob segredo de Justiça.