A prateleira de skincare cresceu e as dúvidas na hora da escolha também. Entre ativos que viralizam nas redes sociais e fórmulas voltadas a diferentes necessidades, entender o que realmente faz sentido para a pele se tornou parte decisiva da compra.
Dados da IQVIA Holdings, divulgados em 2026, mostram que os dermocosméticos representam 15,3% das vendas do segmento de consumer health no canal online das farmácias, contra 6,2% nas lojas físicas. O levantamento também aponta avanço de 35,7% nos cuidados com o corpo no ambiente digital, movimento que reforça a importância de saber diferenciar as opções e entender como utilizá-las.
Para Tálona Nayla de Marco, coordenadora responsável técnica da LypeDepyl, rede referência em depilação a laser e pioneira na despigmentação de tatuagens e sobrancelhas, compreender a diferença entre cosméticos e dermocosméticos é um dos primeiros passos antes da compra.
A marca possui um portfólio próprio para uso facial e corporal, comercializado nas unidades e responsável por cerca de 12,77% da receita.
“O cosmético tem uma função de cuidado e manutenção, como limpar, hidratar, perfumar ou melhorar a aparência da pele.
Já o dermocosmético vai além desse cuidado básico, com uma formulação que reúne ativos direcionados a uma condição ou necessidade específica. É essa finalidade mais direcionada que diferencia as duas propostas”, explica Tálona.
A seguir, a especialista reúne quatro orientações para fazer escolhas mais conscientes. Confira:
1. Não escolha pelo ativo da moda: comece pelo objetivo
Vitamina C, ácido hialurônico, niacinamida e outros componentes podem ganhar destaque nas redes sociais, mas isso não significa que sejam necessários para todas as pessoas.
Antes da compra, vale definir o que se pretende cuidar, como oleosidade, ressecamento, sensibilidade ou aparência de manchas. Com esse objetivo claro, fica mais fácil buscar alternativas compatíveis.
“Um ingrediente pode estar em evidência e ainda assim não corresponder ao que aquela pessoa necessita. Antes de seguir uma tendência, é preciso entender qual resultado se busca e selecionar opções desenvolvidas para essa finalidade”, orienta Tálona.
2. Aprenda a ler além da frente da embalagem
Os benefícios destacados na embalagem são apenas parte do que deve ser avaliado. Modo e frequência de uso, concentração quando informada, prazo de validade após aberto e condições de conservação ajudam a entender como aquele item deve ser incorporado à rotina.
“Ler o rótulo ajuda a evitar escolhas baseadas apenas na promessa que aparece em destaque. É ali que o consumidor encontra informações que podem indicar se aquela opção é compatível com o que procura e quais precauções precisa considerar”, explica.
3. Considere a região onde o produto será utilizado
Rosto, corpo, entorno dos olhos e área íntima possuem características distintas. Por isso, um item desenvolvido para determinada região não deve ser utilizado em outra, mesmo que apresente ingredientes ou benefícios semelhantes.
“Cada formulação é desenvolvida considerando uma finalidade e uma área de uso. É importante verificar essa indicação antes de aplicar o produto, sobretudo em regiões mais sensíveis, que podem demandar composições específicas”, destaca a especialista.
4. Faz algum procedimento? O home care também precisa de atenção
Depilação a laser e outros procedimentos estéticos podem exigir adaptações temporárias na rotina.
“Existem ainda linhas de home care desenvolvidas para auxiliar nos cuidados fora da clínica, cuja indicação deve considerar a técnica realizada e a resposta individual. Na LypeDepyl, orientamos o cliente sobre o que pode ser utilizado entre as sessões e contamos com uma linha própria de produtos faciais e corporais para atender diferentes necessidades”, conclui Tálona.






