Dificuldades de acesso a transportes afetam eleitores em São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Maceió, Recife, Teresina, João Pessoa e outras cidades

Justiça Eleitoral determina medidas para garantir o deslocamento dos cidadãos, enquanto campanha presidencial solicita mais tempo para o exercício do voto

Empresas de ônibus

Em São Gonçalo, moradores afirmaram ter esperado até quatro horas por coletivos com destino à Região dos Lagos. Foto: Divulgação

As dificuldades de acesso a transportes marcaram o segundo turno das eleições neste domingo (25/10), em diferentes regiões do Brasil. Relatos de falhas no serviço público levaram autoridades eleitorais a cobrar providências, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu mais tempo para votar nos locais afetados.

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Dificuldades de acesso a transportes atingem várias capitais

Além de São Paulo e Salvador, eleitores de Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Aracaju (SE), São Luís (MA) e Porto Alegre (RS) relataram problemas para chegar aos locais de votação.

As reclamações incluem demora nos pontos, falta de veículos e ônibus que não paravam para embarque e desembarque. Em alguns locais, usuários também denunciaram cobrança de passagem, apesar das regras de gratuidade previstas para o dia da eleição.

No Pará, moradores relataram dificuldades tanto nos ônibus de Belém quanto nas embarcações que fazem viagens para outros municípios. O trecho entre a capital e a Ilha de Marajó também apareceu entre os pontos de preocupação.

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No Rio de Janeiro, as reclamações se concentraram em municípios da região metropolitana. Em São Gonçalo, passageiros afirmaram que esperaram até quatro horas por ônibus com destino à Região dos Lagos. Alguns recorreram a carros por aplicativo para tentar chegar ao destino.

Nova Iguaçu e São João de Meriti também registraram relatos de dificuldades para embarcar no transporte coletivo.

Justiça Eleitoral determina circulação de ônibus em São Paulo

Na capital paulista, a Justiça Eleitoral determinou que 100% da frota de ônibus opere nos níveis habituais dos dias úteis, incluindo a reserva técnica normalmente utilizada.

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A decisão estabeleceu multa de R$ 100 mil, sob responsabilidade pessoal do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso a ordem não seja cumprida.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que recebeu a determinação na tarde de sábado, com menos de 12 horas de antecedência para o início da operação. Segundo a administração municipal, a SPTrans comunicou as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais para ampliar a circulação dos veículos.

Salvador tem ônibus retidos e secretário vira alvo de mandado

Em Salvador, 75 ônibus municipais foram impedidos de sair das garagens. Segundo informações da Secretaria Municipal de Mobilidade, os veículos tinham adesivos com o número de votação de Lula.

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A Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento imediato do transporte coletivo. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Kertzman Szporer, também expediu mandado de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o secretário estava em Paris, na França, para participar de eventos institucionais.

Lula pede prorrogação do horário de votação

Diante das ocorrências, Lula pediu a prorrogação do horário de votação nas localidades afetadas pela redução da oferta de transporte público.

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A campanha do presidente também acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a extensão da votação até as 19h em pelo menos dez estados. O pedido abrange regiões que, juntas, reúnem cerca de 77 milhões de eleitores.

Entre os locais mencionados está Alagoas, onde moradores de Maceió relataram dificuldades para utilizar os ônibus.

A solicitação também incluiu Paraná, Roraima e Rio de Janeiro. A extensão do horário, porém, depende de decisão da Justiça Eleitoral e não deve ser considerada automática.

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Gratuidade do transporte está prevista nas regras eleitorais

Uma resolução do TSE publicada em 2026 regulamenta a oferta de transporte coletivo municipal e intermunicipal nos dias de votação. A norma também prevê frequência compatível com a dos dias úteis.

A medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o acesso ao transporte público durante as eleições.

As dificuldades relatadas em diferentes cidades colocaram em discussão o cumprimento dessas regras e o acesso dos eleitores às urnas. Os pedidos de prorrogação buscam ampliar o tempo disponível para votar nas localidades afetadas, mas qualquer mudança depende de decisão oficial.