Em pouco mais de um mês, casos suspeitos de intoxicação por drogas K dobram na Capital

De janeiro a abril, foram 216 casos; de maio até início de junho, as notificações saltaram para 411

Esta segunda avaliação tem como objetivo identificar quais são os tipos de canabinoide sintético que estão sendo utilizados pelos pacientes

Até o momento não há um teste que confirme que a pessoa ingeriu as drogas K | Jornal Nacional/ Reprodução

Dados da  Secretaria Municipal da Saúde mostram que o número de casos suspeitos de intoxicação por drogas K na cidade de São Paulo dobrou nos últimos 45 dias.

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De janeiro a abril deste ano, foram notificados 216 casos de intoxicação exógena por canabinóide sintético, o nome técnico da droga. De maio até começo de junho, as notificações, que foram registradas tanto na rede pública quanto na privada, saltaram para 411.

Segundo o portal G1, o aumento é três vezes maior se for comparado com o computado em todo o ano passado, 98 casos. Até o momemnto não há um teste que confirme que a pessoa ingeriu as drogas K. 

Os dados podem indicar tanto um crescimento real do consumo dessa droga, como o aumento da atenção do estado em orientar as equipes a notificar esses casos, diz a Prefeitura.

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“Estamos acompanhando de forma bastante atenta”, diz o assessor técnico da área de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, Wagner Laguna. Ele integra a Coordenadoria de Atenção Básica (CAB), grupo formado por uma equipe de técnicos de áreas que envolvem a saúde mental.

Laguna cita que iniciativas recentes quanto as “drogas emergentes” vão de ações de assistência – os atendimentos feitos nos equipamentos voltados ao cuidado de saúde mental – ao aprimoramento de notificações dos dispositivos de vigilância epidemiológica. 

O que são drogas K?

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As chamadas drogas K surgiram em laboratórios no início dos anos 2000, têm como base os canabinoides sintéticos, mas o termo maconha sintética é errado.

A explicação é complexa, mas em suma quer dizer que o canabinoide feito em laboratório se liga ao mesmo receptor do cérebro que a maconha comum, mas em uma potência até 100 vezes maior.

O governo de São Paulo diz que os efeitos da droga podem ser piores do que o crack.