A Polícia Civil de Campinas iniciou na manhã desta segunda-feira a segunda fase da Operação Invoice, para cumprir mandados de prisão de busca e apreensão em cinco estados do Brasil. Além de cidades do estado de São Paulo, como Cotia, Embu das Artes e Sumaré, a ação policial foi realizada em municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A operação investiga uma quadrilha responsável por crimes de estelionato, receptação, furto de cargas e falsificação de documentos.
Segundo a Polícia Civil de Campinas, até o começo da tarde, a ação havia sido cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão. Ao todo, 103 policiais atuaram na operação.
Em Sumaré, a polícia apreendeu um veículo com um dos investigados. Outro carro, um modelo Mercedes-Benz GLA 200, também foi apreendido, mas a corporação não informou o local. O nome da operação, “Invoice”, é uma referência ao significado da palavra na língua inglesa, que quer dizer “nota fiscal”.
Todos os presos foram encaminhados para a sede da DIG de Campinas, onde também fica localizada a unidade do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) no município.
Investigação.
A primeira fase da Operação Invoice foi deflagrada no dia 27 de abril. Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em nove cidades de São Paulo e Minas Gerais. No mesmo dia, um homem apontado como chefe de uma quadrilha de estelionatários que atuava nos dois estados, por meio de redes sociais e sites de compra, foi preso.
Os golpes eram aplicados há cerca de um ano, e o prejuízo gerado às empresas foi calculado pela polícia em R$ 5 milhões. O delegado responsável pelo caso, José Carlos Fernandes, afirmou à época ao “G1” que o suspeito tinha um grupo no Whatsapp e fazia encomendas para outros estelionatários. Pegava os produtos e revendia por um preço mais barato na internet.
