‘Estrela cadente’ não é uma estrela: entenda o que realmente produz o risco luminoso que cruza o céu e as curiosidades do meteoro tão conhecido

Brilho que atravessa a escuridão em poucos segundos nasce da entrada de pequenos fragmentos espaciais na atmosfera terrestre.

Chuva de meteoros (Foto_ Felipe Helfstein_Pexels)

Fenômeno acontece quando um pequeno fragmento de material espacial entra na atmosfera terrestre em alta velocidade e produz o brilho que conseguimos observar/Felipe Helfstein/Pexels

Um risco luminoso aparece de repente e desaparece antes mesmo que alguém consiga apontar para ele. Por isso, a expressão “estrela cadente” se tornou tão popular.

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Apesar do nome, porém, nenhuma estrela está caindo do céu. O fenômeno acontece quando um pequeno fragmento de material espacial entra na atmosfera terrestre em alta velocidade e produz o brilho que conseguimos observar.

A NASA usa três termos diferentes para explicar o processo. Meteoroide é o objeto enquanto ainda está no espaço. Meteoro é o fenômeno luminoso produzido durante sua passagem pela atmosfera. Já o fragmento que consegue sobreviver ao trajeto e chegar ao solo recebe o nome de meteorito.

Três nomes para entender o fenômeno

Um meteoroide pode ter dimensões muito pequenas, chegando ao tamanho de grãos de poeira. Ao entrar na atmosfera, ele encontra o ar em velocidades extremamente altas.

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Nesse processo, o ar à frente do objeto é comprimido e aquecido. A interação produz as condições necessárias para o brilho que caracteriza o meteoro.

Isso explica por que um risco muito brilhante no céu não significa necessariamente que uma grande rocha esteja prestes a atingir o solo.

Grande parte desses fragmentos perde material ou se desintegra durante a passagem pela atmosfera. Portanto, observar um meteoro não significa que um meteorito necessariamente chegará ao chão.

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Por que existem chuvas de meteoros?

Em determinadas épocas do ano, a Terra atravessa regiões do espaço que contêm grandes quantidades de detritos deixados principalmente por cometas.

Quando essas partículas entram na atmosfera, vários meteoros podem aparecer em um intervalo relativamente curto. É assim que surgem as chamadas chuvas de meteoros.

O fenômeno também explica por que algumas chuvas acontecem praticamente todos os anos. A Terra percorre sua órbita e volta a atravessar regiões que concentram esses detritos.

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As famosas Orionídeas, por exemplo, estão relacionadas aos fragmentos deixados pelo Cometa Halley ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar.

Por que os meteoros parecem surgir do mesmo lugar?

Durante uma chuva de meteoros, vários riscos luminosos podem parecer partir de uma mesma região do céu. Esse ponto recebe o nome de radiante.

A impressão acontece por causa da perspectiva. Os meteoros não estão necessariamente saindo daquele ponto específico. Suas trajetórias apenas parecem convergir quando observadas da Terra.

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É também por isso que muitas chuvas recebem nomes relacionados a constelações. As Orionídeas, por exemplo, parecem surgir da região de Órion.

É possível observar uma ‘estrela cadente’ a olho nu?

Sim. E, para acompanhar uma chuva de meteoros, nem sempre o telescópio é a melhor opção.

Como os riscos podem aparecer em diferentes pontos do céu, um campo amplo de visão costuma ser mais útil. O ideal é procurar um local com pouca iluminação artificial, deitar ou sentar confortavelmente e deixar os olhos se adaptarem à escuridão.

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No fim, a experiência fica ainda mais interessante quando se entende a verdadeira escala do fenômeno: aquele risco que parece atravessar o espaço entre as estrelas pode ser produzido por um fragmento minúsculo, queimando a dezenas de quilômetros acima da superfície terrestre.

Afinal, o que é uma estrela cadente?

A chamada “estrela cadente” é, na realidade, um meteoro: o brilho produzido quando um meteoroide entra na atmosfera terrestre e interage violentamente com o ar.

A estrela continua exatamente onde estava. O que muda, por alguns instantes, é o céu diante dos nossos olhos.