Prepare os agasalhos e encontre um local escuro e afastado das luzes da cidade. Outubro reserva um dos espetáculos celestes mais aguardados pelos entusiastas da astronomia: a chuva de meteoros Orionídeas.
O fenômeno acontece todos os anos quando a Terra atravessa a região do espaço repleta de detritos deixados pelo Cometa Halley.
Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, esses pequenos fragmentos aquecem e produzem os conhecidos riscos luminosos no céu.
Quando será o pico das Orionídeas?
Em 2026, a chuva de meteoros ficará ativa aproximadamente entre 2 de outubro e 7 de novembro, com o pico previsto para a noite de 21 para 22 de outubro.
Em condições ideais, as Orionídeas podem produzir cerca de 10 a 20 meteoros por hora. A taxa, porém, varia de acordo com as condições do céu, a poluição luminosa e a posição da Lua.
Além da quantidade, os meteoros chamam atenção pela velocidade. Eles entram na atmosfera a aproximadamente 66 quilômetros por segundo, o que ajuda a produzir rastros rápidos e brilhantes.
Como observar a chuva de meteoros?
A principal dica é simples: fugir das luzes artificiais.
Quem estiver em uma área rural, praia, serra ou outro ponto com céu escuro terá melhores condições para identificar os meteoros. A NASA também recomenda deixar os olhos se adaptarem à escuridão e evitar fontes fortes de luz durante a observação.
Apesar de as Orionídeas parecerem surgir da região da constelação de Órion, os meteoros podem aparecer em diferentes partes do céu. Por isso, não é necessário ficar olhando exclusivamente para a constelação.
A Lua será um desafio em 2026
O espetáculo deste ano terá uma dificuldade extra. Na noite do pico, a Lua estará cerca de 80% iluminada, segundo a American Meteor Society, o que reduzirá a visibilidade dos meteoros mais fracos.
Ainda assim, os meteoros mais brilhantes podem ser vistos. A entidade destaca que haverá algumas horas de condições mais favoráveis entre o momento em que a Lua se põe e o amanhecer.
Portanto, quanto mais escuro o local e mais paciente o observador, maiores serão as chances de aproveitar o fenômeno.
Veja também: Chuva de meteoros Eta Aquáridas
Um espetáculo ligado ao Cometa Halley
As Orionídeas carregam uma conexão especial com um dos cometas mais famosos da história. O 1P/Halley deixa uma trilha de partículas ao longo de sua trajetória, e a Terra atravessa parte desse material todos os anos.
O próprio Halley completa uma volta ao redor do Sol em aproximadamente 76 anos e deverá voltar a ser visível da Terra em 2061.
Enquanto o cometa não retorna, seus antigos fragmentos continuam proporcionando um espetáculo no céu.












