Um estudante de 14 anos esfaqueou um professor e, na sequência, desferiu contra si uma facada nas dependências do CEU (Centro Educacional Unificado), de Aricanduva, na zona leste da capital paulista.
O ataque foi registrado por volta das 9h20 desta quinta-feira. As facadas atingiram a região do abdômen do professor e do adolescente.
O adolescente foi levado pelo helicóptero Águia, da PM, ao Hospital das Clínicas, no centro da cidade.
Já o professor, que não teve o nome divulgado, recebeu os primeiros atendimentos no Pronto-Socorro Jardim Iva e, depois, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Vila Alpina, também na zona leste.
O estado de saúde do aluno é considerado estável. Já o professor passava por cirurgia e seu quadro clínico foi classificado como grave.
Testemunhas disseram à polícia que o adolescente escondeu a faca debaixo da manga de sua camiseta. Ele aproveitou a troca de aulas, esfaqueou o professor no corredor e retornou à própria sala de aula, onde desferiu uma facada contra si.
Policiais do 66º DP (Vale de Aricanduva) estão no centro educacional para investigar as motivações do ataque. O adolescente, que cursa o 7º ano do ensino fundamental 2, não tinha histórico de problemas na unidade escolar.
O CEU Aricanduva foi fechado para o atendimento da ocorrência e trabalhos dos peritos da Polícia Civil.
A unidade de Aricanduva integra uma rede de 46 CEUs espalhados pela periferia de São Paulo. Foi inaugurada em 2003 e está sob a gestão da prefeitura.
A Diretoria Regional de Itaquera, a responsável pela administração do CEU Aricanduva, informou por meio de nota que enviou equipes de saúde para realizar atendimento psicológico aos estudantes, aos professores e aos servidores.
Uma pesquisa lançada recentemente mostrou que 52% dos estudantes da rede pública não se sentem seguros no colégio, principalmente meninas e negros.
MASSACRE DE SUZANO.
Casos de violência dentro de escolas têm se proliferado no estado de São Paulo. O maior e o mais recente atentado completou seis meses neste mês. Na Escola Estadual Prof. Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, o ex-aluno Guilherme Taucci, 17, e mais o seu comparsa, Luiz Henrique de Castro, 25, entraram na escola armados e executaram um massacre no estilo dos ocorridos nos EUA.
A dupla de atiradores aproveitou o intervalo na manhã daquele 13 de março e matou a tiros cinco estudantes e duas funcionárias; antes de chegarem à escola, haviam matado um empresário, tio de Guilherme.
(FP)
