Estudante compra caixa de esculturas em feira de antiguidades e depois descobre que elas valiam mais de R$ 1 milhão

Uma assinatura quase apagada na parte de baixo da obra levou a uma avaliação de mais de 285 mil coroas dinamarquesas

O que parecia apenas um conjunto de estátuas antigas escondia uma peça atribuída a um dos grandes nomes da escultura dinamarquesa (Foto: Jana Šrámčíková / Cottagers-Gardeners)

O que parecia apenas um conjunto de estátuas antigas escondia uma peça atribuída a um dos grandes nomes da escultura dinamarquesa (Foto: Jana Šrámčíková / Cottagers-Gardeners)

À primeira vista, parecia apenas uma caixa com estátuas antigas, gastas e sem grande valor. Mas bastou virar uma delas para que a história mudasse completamente.

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Um estudante de pedagogia de Voerladegård, na Dinamarca, comprou uma caixa com várias pequenas esculturas de terracota em um antiquário. O conjunto custou cerca de 320 coroas dinamarquesas, valor equivalente a aproximadamente mil reais.

As peças, porém, não chamavam atenção. Algumas estavam desgastadas e pareciam apenas objetos decorativos antigos.

Foi só quando o estudante chegou em casa e começou a olhar melhor para o que havia comprado que apareceu a pista que mudaria tudo.

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Um nome escondido na parte de baixo

Ao virar uma das esculturas, ele encontrou uma assinatura parcialmente apagada, mas ainda legível: Kai Nielsen.

O nome pertencia a um dos principais escultores da Dinamarca no período entre o fim do século 19 e o início do século 20.

A descoberta levou a uma avaliação especializada. A peça foi avaliada em mais de 285 mil coroas dinamarquesas, valor que passa de um milhão de reais em conversão aproximada.

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Ou seja, aquilo que parecia ser apenas mais uma peça antiga encontrada em uma caixa poderia ter um valor muito diferente do imaginado.

Quem foi Kai Nielsen?

Kai Nielsen viveu entre 1882 e 1924 e é considerado uma figura importante da escultura dinamarquesa.

Seu trabalho inclui tanto obras monumentais instaladas em espaços públicos quanto pequenas estatuetas que chegaram a circular em residências particulares.

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Essa popularização ajuda a explicar como uma obra assinada pelo artista poderia acabar longe de um museu ou de uma coleção especializada.

Segundo a história da marca de cerâmica Kähler, Nielsen queria que suas criações chegassem a um público amplo e fossem produzidas em grandes quantidades. Com o passar dos anos, algumas dessas peças perderam o contexto original e acabaram misturadas a objetos decorativos comuns.

Foi justamente esse tipo de situação que tornou a descoberta do estudante tão inesperada.

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Uma mesma assinatura pode levar a valores muito diferentes

Encontrar o nome de Kai Nielsen na parte inferior de uma peça não significa, por si só, que qualquer escultura assinada pelo artista tenha o mesmo valor.

O mercado apresenta diferenças importantes entre as obras. Modelo, raridade, material, procedência, estado de conservação e características da peça podem influenciar a avaliação.

Há exemplos que mostram essa distância.

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Uma pequena peça de terracota esmaltada chamada “Venus Kalipygos”, também assinada por Nielsen, foi vendida em abril de 2026 por 700 coroas dinamarquesas.

Já a escultura de bronze “Aarhuspigen” alcançou 1,2 milhão de coroas dinamarquesas em um leilão.

Por isso, a identificação correta da obra encontrada pelo estudante foi fundamental para chegar à estimativa de valor.

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O detalhe que pode transformar uma peça antiga

Em objetos de arte e antiguidades, uma assinatura pode funcionar como uma pista importante, mas a avaliação depende de um conjunto maior de informações.

O modelo da escultura, a raridade, o material, a conservação e a procedência ajudam os especialistas a entender o que está diante deles.

No caso da peça encontrada na Dinamarca, o estudante ainda não havia decidido o que faria com ela. Entre as possibilidades estavam manter a obra, procurar uma casa de leilões ou buscar uma solução envolvendo um museu.

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Por enquanto, a transformação mais curiosa aconteceu antes de qualquer venda: uma escultura que parecia fazer parte de uma caixa de objetos antigos ganhou outro significado depois que alguém simplesmente resolveu virá-la e olhar o que havia embaixo.