A fase emergencial, que prevê regras mais rígidas do que a fase vermelha da quarentena, entrou em vigor nesta segunda-feira (15) em todo o estado de São Paulo e deve permanecer até o dia 30 de março.
Pela nova regra, haverá “toque de recolher” entre 20h e 5h, indicando que as pessoas permaneçam em casa no período. A medida é similar à que já estava em vigor, mas inicialmente denominada “toque de restrição”.
O governo do estado afirma, porém, que a mudança não é apenas simbólica: irá intensificar a fiscalização do tráfego, com aumento de operações da Polícia Militar nas ruas e a possibilidade de interpelar as pessoas nas ruas e orientar a voltarem para casa.
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Na fase emergencial ficam suspensas celebrações religiosas e esportivas coletivas, e uso de praias e parques. Alguns setores e serviços, que tinham autorização para funcionar durante a fase vermelha, foram proibidos de operar até o final do mês, como lojas de materiais de construção e a retirada presencial de mercadorias e alimentos nas lojas.
Para as empresas foi determinado o home office para as atividades administrativas dos setores não essenciais, e o governo recomendou o escalonamento do início do expediente para diminuir aglomerações no transporte público.
A expectativa é de conter o avanço do número de casos e mortes provocadas pelo novo coronavírus, elevando o índice de isolamento social para mais de 50%, com a remoção temporária de 4 milhões de pessoas de circulação nas cidades.
TRENS LOTADOS.
Os trens de São Paulo registraram aglomerações e as plataformas ficaram cheias na manhã desta segunda-feira (15).
Na semana passada, quando foi anunciado o endurecimento das regras da fase vermelha, o governo de São Paulo recomendou escalonamento do horário de entrada de funcionários – na indústria, das 5h às 7h, no comércio, das 9h às 11h, e, no setor de serviços, das 7h às 9h, para evitar aglomerações.
Entretanto, usuários do transporte público seguem enfrentando lotações.
