Fiesp diz a Haddad que imposto menor para a indústria ajuda a aprovar reforma

O presidente da entidade também apresentou ao ministro duas sugestões que, segundo ele, podem ser adotadas imediatamente; veja quais

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O presidente da Fiesp afirma que medidas imediatas podem ser tomadas por Haddad para ajudar a indústria enquanto a reforma tramitar no Congresso | Everton Amaro/Fiesp

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, ouviu na manhã desta segunda-feira (30) na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) um pedido de que a reforma tributária que o governo quer aprovar neste ano tenha tributação menor sobre a indústria de transformação. 

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“Aplaudimos a neutralidade da reforma, mas, se o senhor abrir mão um pouco em um primeiro momento, abrir mão da arrecadação na indústria de transformação, o senhor vai ganhar logo na frente”, disse Josué Gomes, presidente da federação paulista. 

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“A gente tem que reconhecer isso. A reforma tributária não foi ainda aprovada porque dentro do próprio setor privado não há tanto consenso sobre ela”, afirmou. 

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“Para conseguir uma reforma coesa, não tenho dúvidas de que, se o senhor pensar um pouco e decidir baixar as alíquotas da indústria de transformação, o senhor poderá obter sucesso e a indústria vai trazer em dobro qualquer potencial perda inicial de arrecadação.” 

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Josué também apresentou ao ministro duas sugestões que, segundo ele, podem ser adotadas imediatamente enquanto se discute, no Congresso Nacional, a reforma tributária. 

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A primeira refere-se à depreciação dos investimentos feitos na indústria de transformação que, segundo ele, geraria mudança no fluxo de caixa do governo, mas não de arrecadação. A segunda é atacar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). 

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Há alguns dias, também na Fiesp, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que é também titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, disse que a meta do governo é acabar com o IPI. 

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A possibilidade de revogação do corte de 35% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) colocou setores da indústria e do setor de serviços em alerta, uma vez que isso chegou a ser colocado no pacote fiscal anunciado pela Fazenda. 

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Haddad voltou a dizer nesta segunda que a reforma será feita em duas etapas e defendeu que há condições para aprovar as mudanças. “Todo mundo me assegura que havia possibilidade de aprovar no ano passado”, disse. 

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Segundo o ministro da Fazenda, o pacote de mudanças nas regras tributárias não teria avançado no Congresso Nacional somente pela insistência de seu antecessor, Paulo Guedes, em incluir um novo tributo nos moldes da extinta CPMF. 

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Ainda nesta segunda, Haddad esteve em uma reunião com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Segundo o ministro, o BC deverá retomar projetos que estavam parados e que deverão melhorar o ambiente de crédito no Brasil. Uma dessas medidas, que devem entrar em vigor ainda neste ano, seria a concessão de crédito por meio do Pix, o sistema de operações financeiras instantâneas do Banco Central. 

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“A notícia que eu recebi dele [Campos Neto] hoje é que várias iniciativas ficaram pelo caminho por questões formais”, disse Haddad. Segundo ele, em 15 dias, todas essas propostas deverão ser reunidas e analisadas para que, até março, possam ser enviadas ao Congresso. 

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Paulo Skaf, ex-presidente da federação, participou da reunião desta segunda e sentou-se à mesa de autoridades. José Gomes e um grupo de dirigentes sindicais ligados a Skaf estiveram envolvidos em uma disputa tornada pública que incluiu pedidos de assembleia, votação pela destituição do atual dirigente, posse interina de um vice e até notificação extrajudicial. Na semana passada, os dois assinaram uma espécie de tratado de paz.