Fim da escala 6×1 avança no Senado e trabalhadores já podem entender o que ainda falta para a proposta virar regra no país

A proposta prevê redução da jornada semanal, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários, mas ainda depende de novas votações

A mudança poderá ser aplicada de forma gradual, com redução inicial da jornada para 42 horas semanais. Foto: Pedro França/Agência Senado

O fim da escala 6×1 entra em uma nova fase no Senado Federal nesta terça-feira (6/10), com a PEC 221/2019 no centro das discussões do Plenário. A proposta trata da jornada de trabalho e avança no Congresso após novas sessões previstas para esta semana.

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Quando a PEC será discutida no Senado

O Senado programou sessões de discussão da PEC 221/2019 para terça, quarta (7/10) e quinta-feira (8/10), sempre a partir das 14h. As reuniões ocorrem em formato semipresencial.

Essas sessões fazem parte da tramitação normal de uma proposta de emenda à Constituição. Portanto, os senadores ainda não votarão o texto nesta primeira etapa.

A PEC precisa cumprir cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Depois, haverá outra fase de debates antes da segunda votação.

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O que falta para o fim da escala 6×1

A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e também recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, o texto precisa avançar no Plenário.

PEC ainda terá duas votações

Depois das sessões de discussão, os senadores poderão votar a matéria em primeiro turno. Se o texto avançar, haverá novas sessões antes do segundo turno.

A Constituição exige dois turnos de votação para uma PEC em cada Casa do Congresso. Também são necessários três quintos dos votos em cada votação.

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No Senado, isso representa 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. A regra vale para os dois turnos.

O calendário também pode ser acelerado caso os senadores aprovem um procedimento específico para reduzir os prazos regimentais. O Senado já informou que existe essa possibilidade para a tramitação da proposta.

O que muda para o trabalhador

A PEC 221/2019 altera a regra constitucional sobre a duração máxima do trabalho. O texto reduz o limite semanal de 44 para 40 horas.

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A proposta também prevê dois dias de repouso semanal remunerado. Um deles deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.

O texto mantém a previsão de até oito horas de trabalho por dia. Também determina que a mudança não poderá reduzir os salários.

Mudança será feita de forma gradual

A redução da jornada não ocorreria de uma só vez. O texto prevê uma etapa inicial de adaptação antes da chegada ao limite definitivo de 40 horas semanais.

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A proposta também estabelece regras específicas para determinadas atividades e grupos profissionais. Entre os pontos previstos estão condições diferenciadas para serviços essenciais e algumas categorias de trabalhadores.

O que acontece depois da aprovação

Se o Senado aprovar exatamente o texto que veio da Câmara, a PEC poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional. Nesse caso, a mudança será incorporada à Constituição.

Se os senadores alterarem o conteúdo, a proposta terá de voltar para análise dos deputados. O texto precisará, então, passar novamente pelo processo de votação exigido para mudanças constitucionais.

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Por isso, o fim da escala 6×1 ainda depende da conclusão de etapas no Senado. As sessões desta semana representam uma parte desse processo, mas não encerram a tramitação da PEC. Acompanhe as próximas decisões do Congresso para saber quando haverá votação e quais regras poderão entrar em vigor.