A Gazeta de S. Paulo vai divulgar nesta quarta-feira (17) a pesquisa do Instituto Badra para a Prefeitura de São Paulo. Este é o primeiro levantamento feito na cidade e registrado na Justiça Eleitoral após o fechamento da janela partidária.
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Para o analista de dados da Badra Comunicação, o jornalista Maurício Juvenal, a parceria entre a Gazeta e o Instituto Badra amplia o leque de informações em relação ao processo eleitoral e permite que os eleitores façam suas escolhas mais bem informados, entendendo melhor o cenário político.
“Pesquisas não determinam voto e nem definem eleição. Elas são apenas um termômetro do quão a atuação e a narrativa dos políticos-candidatos estão tendo aderência junto ao eleitorado. Representam, a partir de seus resultados, o sucesso ou insucesso da atuação, das mensagens e das estratégias”, afirmou o especialista.
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Para ele, as pesquisas eleitorais são mais um dos elementos que dão vida à democracia.
“Pesquisa é ação, é diálogo direto com o eleitor, destinatário final da atividade pública. As pesquisas se tornam por vezes tão polêmicas porque justamente têm a capacidade de emprestar voz ao pensamento e às preferências do eleitorado. E é claro que, infelizmente, isso ainda incomoda a muitos políticos”, destacou.
Do ponto de vista da credibilidade, Maurício Juvenal apontou que são parcerias como essa, firmada entre um veículo de comunicação e um instituto de pesquisa que têm credibilidade e independência, que permitem ao eleitor acessar e interpretar dados e então formar o seu próprio juízo de valor.
“Pesquisa, quando feita com método, técnica e transparência, significa informação de qualidade sobre o pensar e o sentir da coletividade, algo que não se pode prescindir”, completou.
Sob o número SP-09533/2024, o levantamento ouviu 1.500 eleitores paulistanos entre os dias 11 e 13 de abril, nas quatro macrorregiões da cidade, ou seja, zonas norte, sul, leste e centro-oeste, em quantitativo proporcional ao eleitorado, inclusive para gênero, faixa etária, escolaridade e renda.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.
