O ministro André Mendonça, do STF (Superior Tribunal Federal), e relator do caso Master, aceitou o pedido da PGR (Procuradoria Geral da União) e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Ele também tirou o sigilo de mais 21 processos.
Entre os processos com quebra de sigilo hoje, estão casos sobre o senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) e também do empresário Thiago Miranda.
O filme “Dark Horse“, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também deverá ter seus dados divulgados.
Pedido da PGR
A afirmou na solicitação que a divulgação apenas de parte dos autos do caso Master poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.
O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.
Ministros pressionaram Mendonça
A crise no STF (Superior Tribunal Federal) ganhou diversos capítulos ao longo desta sexta-feira (11/9) após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitar a quebra do sigilo do caso Master, que tem relatoria do também ministro André Mendonça.
Na madrugada desta sexta, Mendonça chegou a divulgar uma série de documentos sobre o caso, mas, segundo outros ministros do STF, não em sua totalidade – sobretudo sobre o filme “Dark Horse”.
Foi a partir daí que o desgaste na Casa começou a ganhar novos capítulos.
Logo após as divulgações de Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a retirada de sigilo de todos os documentos do caso Master, incluindo o “Dark Horse”. O ministro Alexandre de Moraes endossou a ação e afirmou que seus colegas de Corte precisam ter acesso a todas as provas para entenderem o caso.
Horas depois, Fachin aceitou os pedidos e solicitou a Mendonça que derrubasse o sigilo total do caso. O relator do caso, no entanto, afirmou que já havia divulgado tudo o que poderia para não atrapalhar futuras investigações. Ele também afirmou que o celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, estava em posse da PF (Polícia Federal) e nunca foi acessado por ele.
