Uma falsa entrevista de emprego terminou em um golpe de mais de R$ 1 milhão contra candidatos no Espírito Santo e em Goiás. Segundo a Polícia Civil, criminosos anunciavam vagas, atraíam as vítimas para supostas seleções e coletavam dados pessoais e reconhecimento facial.
A biometria era usada posteriormente para contratar financiamentos em nome dos candidatos. Pelo menos seis vítimas já foram identificadas.
Em Vitória, um homem se candidatou a uma vaga de motorista com salário de R$ 4 mil. Durante a entrevista, uma mulher pediu que ele fizesse um reconhecimento facial para um suposto cadastro em condomínio.
Ao chegar em casa, ele recebeu um e-mail informando um financiamento de veículo de R$ 230 mil. O carro nunca havia sido comprado por ele.
Suspeitas foram presas em Goiânia
Alane Ismel, de 19 anos, e Angela Vitória, de 24 anos, foram presas em Goiânia e são suspeitas de participar do esquema. Imagens mostram as duas conversando com candidatos durante as falsas entrevistas.
Em Goiás, outra vítima descobriu que um veículo de R$ 150 mil havia sido financiado em seu nome. A polícia acredita que existam outros casos, inclusive em Minas Gerais e no Paraná.
Como não cair no golpe
Para evitar falsas vagas de emprego, pesquise a empresa e confirme a oportunidade nos canais oficiais antes de participar da seleção. Desconfie de salários muito acima do mercado e de processos realizados em locais sem identificação.
Também evite fornecer reconhecimento facial, fotos de documentos ou outros dados sensíveis sem saber quem está coletando as informações e qual será a finalidade.
Segundo o delegado Jonathan Lana, a biometria facial pode ser usada em operações como abertura de contas e contratação de empréstimos. Por isso, o candidato deve ter atenção redobrada ao fornecer esse tipo de dado.
As suspeitas afirmaram que a biometria era enviada a uma terceira pessoa e disseram não saber que os dados seriam usados em golpes.
