A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (7/8) um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em uma ave silvestre encontrada no Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista.
O caso foi identificado em um irerê (Dendrocygna viduata), espécie de marreco encontrada na África tropical, nas Antilhas e na América do Sul. Segundo a pasta, trata-se de um caso isolado em ave silvestre, sem relação com granjas comerciais ou com a produção de alimentos.
A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, após a atuação da Defesa Agropecuária no isolamento da ave, realização de exame clínico e coleta de amostras.
Caso não afeta produção de alimentos
De acordo com o governo paulista, a ocorrência não provoca alterações no status sanitário de São Paulo ou do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Também não há, neste momento, embargos às exportações de carne de aves e ovos em razão do caso.
A Secretaria de Agricultura afirma ainda que não há impacto na produção avícola e que o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro.
A Defesa Agropecuária informou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais em um raio de 10 quilômetros do local onde o caso foi identificado. A região passará por ações de vigilância epidemiológica para verificar a eventual presença de outras aves com sinais compatíveis com a doença ou casos de mortalidade.
Também serão realizadas ações de educação sanitária com moradores da região.
Estado monitora possível risco para humanos
A Secretaria de Estado da Saúde acompanha o caso em conjunto com as pastas de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
Segundo a Saúde, São Paulo não registrou até o momento casos de gripe aviária em humanos. A pasta também monitora as pessoas envolvidas na notificação da ocorrência no Ibirapuera.
O estado mantém um Plano de Contingência para influenza aviária em humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025, para orientar as ações de prevenção e resposta diante de possíveis casos.
Por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), a Defesa Agropecuária também mantém contato com equipes das secretarias de Saúde e Meio Ambiente, administrações de parques e zoológicos e organizações não governamentais para acompanhar a circulação do vírus entre aves.
