Homem paga R$ 13 por papel velho em brechó e descobre documento histórico avaliado em fortuna

Documento comprado por dos dólares acabou vendido por quase meio milhão em um leilão realizado no ano seguinte

Cópia de 1823 da Declaração de Independência dos Estados Unidos estava entre objetos comuns vendidos em um brechó (Foto: Reprodução / Facebook)

Cópia de 1823 da Declaração de Independência dos Estados Unidos estava entre objetos comuns vendidos em um brechó (Foto: Reprodução / Facebook)

Uma visita rotineira a um brechó terminou em uma descoberta histórica nos Estados Unidos. Michael Sparks pagou apenas US$ 2,48, cerca de R$ 13 na conversão atual, por um documento amarelado e enrolado encontrado em uma loja de Nashville, no Tennessee.

Continua após a publicidade

O que parecia ser apenas uma reprodução antiga da Declaração de Independência dos Estados Unidos era, na verdade, uma das raras cópias oficiais produzidas em 1823. No ano seguinte, a peça seria arrematada em leilão por US$ 477.650.

Pesquisa começou em casa

Técnico de equipamentos musicais, Sparks tinha o costume de visitar lojas de segunda mão em busca de objetos históricos curiosos. Naquele dia, passou pela Music City Thrift Store e comprou também um candelabro e um conjunto de saleiro e pimenteiro.

O preço baixo não foi uma avaliação equivocada específica. Segundo Kay Boner, gerente da loja, US$ 2,48 era simplesmente o valor padrão cobrado naquele período por objetos daquele tipo.

Continua após a publicidade

Sparks, porém, percebeu que o papel poderia ser mais antigo do que as versões modernas normalmente vendidas como lembrancinhas. Levou o documento para casa e passou meses pesquisando sua procedência antes de confirmar aquilo que havia encontrado.

A peça era uma autêntica “Stone print”, nome dado às reproduções produzidas a partir do trabalho do gravador William J. Stone. A origem dessas cópias remonta à preocupação do governo americano com a deterioração do documento original de 1776.

Apenas 200 exemplares

Por volta de 1820, o pergaminho original da Declaração já apresentava desgaste provocado pelo manuseio frequente e pela exposição à luz. John Quincy Adams, então secretário de Estado dos Estados Unidos, encarregou Stone de produzir uma reprodução exata.

Continua após a publicidade

Foram necessários três anos para concluir a gravação em uma placa de cobre. Em 1823, o Congresso americano determinou a impressão de 200 exemplares oficiais em pergaminho, destinados a signatários ainda vivos, autoridades e instituições públicas.

Antes da descoberta feita por Sparks, historiadores sabiam a localização de somente 35 das 200 cópias, tornando esse o 36° exemplar conhecido e altamente conservado.

Documento ficou em garagem

Por pouco, a peça não permaneceu desconhecida. Apenas dois dias antes de aparecer no brechó, o documento estava pendurado na garagem de outro morador de Nashville.

Continua após a publicidade

Stan Caffy havia comprado a reprodução cerca de dez anos antes em uma venda de garagem, pagando US$ 10. Durante uma década, manteve o documento preso à parede até que sua mulher pediu que ele retirasse da garagem os objetos inúteis.

Caffy então doou o papel, junto com outros pertences, para a Music City Thrift Store. Depois de descobrir quanto o documento realmente valia, afirmou que estava feliz por Sparks e satisfeito por alguém que sabia o valor da peça ter conseguido identificá-la.