Implante que pode devolver a visão a pessoas cegas deve chegar ao mercado

Tecnologia inédita já mostrou resultados surpreendentes em testes

Dispositivo implantado no olho pode mudar o que hoje parecia impossível

Dispositivo implantado no olho pode mudar o que hoje parecia impossível | Pexels

Pesquisadores anunciaram que um implante fotovoltaico capaz de restaurar parcialmente a visão de pessoas praticamente cegas pode chegar ao mercado no exterior ainda em 2026, após resultados promissores em estudos clínicos com pacientes portadores de degeneração macular severa.

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A tecnologia, chamada PRIMA, consiste em um microchip de cerca de 2 milímetros implantado por microcirurgia na região da retina, o tecido responsável por converter luz em sinais elétricos que o cérebro interpreta como imagens.

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Conectado sem fios a óculos especiais com câmera, o dispositivo “contorna” os fotorreceptores danificados e transmite sinais diretamente ao sistema visual do cérebro.

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Resultados de estudo indicam melhora na visão

O principal estudo com a tecnologia foi publicado no The New England Journal of Medicine e envolveu 38 participantes com atrofia geográfica, uma forma avançada de degeneração macular que pode levar à cegueira completa.

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Desse total, 32 pacientes completaram um ano de uso do implante, e os pesquisadores observaram que a visão central foi restaurada em níveis significativos em muitos deles.

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Especialistas descrevem a melhora como relevante, ainda que não equivalente à visão plena.

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Durante testes visuais padronizados, semelhantes aos exames realizados em consultórios oftalmológicos, pacientes conseguiram ler dezenas de letras a mais após a implantação do dispositivo.

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Como funciona o sistema

O sistema PRIMA opera por meio de óculos equipados com uma câmera que capta a luz e converte as imagens em sinais infravermelhos, direcionados ao implante colocado no fundo do olho. Esse chip transforma os sinais em estímulos elétricos que, via nervo óptico, alcançam o cérebro.

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“O segredo da tecnologia é ‘pular’ os fotorreceptores danificados pela doença e ativar diretamente o restante da retina, que ainda envia sinais ao cérebro”, explicou um especialista que acompanhou a pesquisa.

Embora a visão obtida ainda seja considerada básica, sem resolução de alta definição, ela representa um salto para pacientes que, até então, tinham pouca ou nenhuma capacidade visual funcional.

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Expectativa de aprovação

Pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia afirmam que o implante deve ser analisado por agências regulatórias e pode ser aprovado no exterior já em 2026, abrindo caminho para sua comercialização na Europa e nos Estados Unidos antes de uma eventual chegada ao Brasil.

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A perspectiva renovada de restauração visual traz esperança para milhões de pessoas que sofrem com doenças degenerativas da retina e para o avanço de uma nova geração de próteses visuais que combinam cirurgia de precisão e tecnologia de ponta.