Há exatos dez anos, a Nissan colocava em prática um dos capítulos mais importantes de sua trajetória no Brasil. Em 5 de agosto de 2016, mesma data da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, a marca japonesa iniciava globalmente as vendas do Kicks. No Brasil, o SUV compacto começou a ser oferecido no mesmo dia, por R$ 89.990, inicialmente, com as unidades sendo importadas do México.
A produção nacional na fábrica de Resende (RJ) começou no ano seguinte. Já a segunda geração estreou no Brasil em julho de 2025, com preços de lançamento a partir de R$ 159.990 na versão de entrada Sense.
Uma comparação nos emplacamentos das duas gerações do Kicks – tomando como base os primeiros sete meses do ano seguinte à estreia de cada uma: a primeira geração do SUV teve 15.239 unidades vendidas de janeiro a julho de 2017, com média mensal de 2.175 exemplares e o vigésimo terceiro lugar entre os carros de passeio.
Já a segunda geração teve 19.787 unidades vendidas nos sete primeiros meses de 2026, com média mensal de 2.830 veículos e a vigésima sétima posição entre os carros de passeio.
Kicks nasceu com forte participação brasileira
O Brasil foi escolhido pela Nissan para ser o palco da estreia do Kicks, tornando-se também o primeiro país a comercializar o modelo. A decisão refletiu a importância estratégica do mercado brasileiro para a companhia e o protagonismo do país no desenvolvimento do projeto.
Atualmente, a trajetória dessa linhagem segue com a segunda geração, produzida no Brasil, no México e no Japão, reforçando a vocação global do modelo. Desde 2016, o Kicks teve mais de 1,8 milhão de unidades produzidas em mais de 70 países.
Criado em um momento em que os SUVs ganhavam cada vez mais espaço na preferência dos consumidores, o Kicks nasceu a partir de um trabalho conjunto entre equipes globais da Nissan e profissionais brasileiros.
O objetivo era desenvolver um veículo capaz de atender às necessidades e expectativas do consumidor local, combinando design moderno, amplo espaço interno, conforto, tecnologia e eficiência.
“O Kicks representa um marco para a Nissan do Brasil. Ele foi concebido com forte participação brasileira. Ao longo de uma década, o Kicks tornou-se um dos principais protagonistas da nossa história e um dos modelos mais queridos pelos brasileiros. Agora, segue essa trajetória com a segunda geração”, recorda Maurício Greco, diretor de Marketing da Nissan do Brasil.
De acordo com a Nissan, desde seu lançamento, o Kicks demonstrou que nasceu para estar em evidência. O modelo esteve associado a um dos momentos mais emblemáticos da história recente do país, sendo o carro-oficial da Olimpíada do Rio, em 2016, desempenhando papel importante nas operações do evento.
Antes de chegar às concessionárias, o modelo participou do “Revezamento da Tocha Olímpica” pelo Brasil, depois, do “Revezamento da Tocha Paralímpica” –, passando por 326 cidades em 95 dias, percorrendo cerca de 20 mil quilômetros pelo Brasil até a chegada ao Rio, para a abertura dos Jogos Olímpicos. A exposição proporcionada ajudou a apresentar o Kicks aos brasileiros.
No primeiro ano, ainda quando era feito no México, toda a produção do Kicks era destinada para o mercado brasileiro. Essa foi uma decisão estratégica da empresa para ter o projeto mais rápido no país, já que o Complexo Industrial de Resende ainda era muito recente – foi inaugurado em 2014 – e demandaria mais tempo para ajustar a fábrica para o Kicks. Com isso, o México só passou a vender o SUV seis meses depois do lançamento no Brasil.
Na última década, o Kicks conquistou consumidores por atributos como design com teto flutuante, opção de carroceria em duas cores, espaço interno, bancos com tecnologia Zero Gravity, eficiência energética e avanços em conectividade e segurança.
O modelo também se consolidou como um dos principais responsáveis pelo crescimento da Nissan no Brasil e tornou-se um dos SUVs mais vendidos do mercado nacional.
As primeiras mil unidades vendidas do Kicks foram da série especial “Rio 2016”, oferecida em pré-venda pouco mais de um mês antes de sua estreia oficial.
A série foi vendida na cor branca com teto laranja, trazendo detalhes exclusivos como a numeração de cada unidade na grade do radiador, adesivos “Rio 2016” na cor laranja nas portas dianteiras, adesivo com referência aos Jogos na tampa traseira e nos para-lamas dianteiros e detalhes laranja na base do para-choque frontal.
O Kicks teve mais três séries especiais em sua primeira geração: a “UEFA Champions League”, a “Special Edition” e a “XPlay”. O Kicks “UEFA Champions League” foi lançado em março de 2019, quando a marca japonesa foi patrocinadora oficial do maior campeonato de clubes de futebol do mundo.
Novo Kicks chega maior e com motor turbo
A segunda geração do Kicks é maior em comparação à primeira, seis centímetros no comprimento, passando a medir 4,37 metros, quatro centímetros na largura, três centímetros na altura e quatro centímetros no entre-eixos. Ao vivo, o novo Kicks é bem mais “corpulento”.
Sob o capô, o modelo tem motor com injeção direta e turbocompressor, de 1,0 litro, que desenvolve 125 cavalos de potência e 22,4 kgfm de torque. O propulsor trabalha em conjunto com uma transmissão de dupla embreagem DCT banhada a óleo, acionada por um seletor e-Shifter, tecnologia inédita no segmento. Nesse sistema, a mudança é feita com um simples toque nos botões “D” (driving), “R” (ré), “N” (neutro ou ponto morto) e “P” (parking).
