Jalapão: como a região superou gigantes do turismo e virou febre no Brasil

Descubra por que o Jalapão virou febre no ecoturismo e como planejar sua visita aos fervedouros e dunas sem cair em roubadas

O parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. (Foto: Wikimedia Commons)

O parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. (Foto: Wikimedia Commons)

O Jalapão, no Tocantins, desbancou destinos como Chapada Diamantina (BA), Pirenópolis (GO) e Bonito (MS) e virou o ponto principal de ecoturismo no Brasil.

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Segundo levantamento realizado pela Bulbe Energia, realizado entre maio de 2025 e março de 2026, a região atraiu mais de 116 mil buscas mensais no Google.

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O resultado posiciona o Jalapão à frente de importantes gigantes do turismo nacional, como a Chapada Diamantina (BA), com 113 mil buscas, Pirenópolis (GO), com 111 mil, e Bonito (MS), que registrou 109 mil acessos mensais.

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O fenômeno mágico dos fervedouros

A principal atração da região são os fervedouros: nascentes de rios subterrâneos que formam piscinas naturais onde é impossível afundar.

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Esse fenômeno, chamado de ressurgência, ocorre porque a água atinge camadas profundas e sobe com uma pressão tão forte que mantém o corpo humano em flutuação plena.

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Entre os mais de cem fervedouros da região, destacam-se:

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Bela Vista

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Buriti

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Dunas e cachoeiras no Jalapão

As Dunas do Jalapão são parada obrigatória. Elas foram formadas pela erosão das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo.

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O momento ideal para a visita é o final da tarde, quando a areia ganha um tom dourado vibrante, criando um cenário paradisíaco para fotos.

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Para quem busca adrenalina, a Cachoeira da Velha oferece a maior queda d’água da região, onde é possível praticar rafting nas águas do Rio Novo.

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O “Ouro” do cerrado e a herança quilombola

Além das paisagens que o lugar oferece, o Jalapão é um território de resistência quilombola.

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É lá que nasce o Capim Dourado, uma espécie de sempre-viva que só pode ser colhida entre setembro e novembro para garantir sua preservação.

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A arte de trançar hastes douradas com fibra de buriti foi ensinada pelos índios Xerente aos moradores da comunidade Mumbuca por volta de 1920.

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Hoje, esse artesanato é a base da identidade e subsistência de famílias em comunidades como Mumbuca, Carrapato e Formiga.

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Como chegar e quando ir

O acesso ao Jalapão não é para amadores; a região fica a cerca de 300 km de Palmas e exige veículos com tração 4×4.

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As estradas são majoritariamente de areia fofa, o que torna a contratação de agências locais a opção mais segura para evitar atoleiros.

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A melhor época para ir é de maio a setembro (estação seca), quando as águas estão mais límpidas e as estradas transitáveis.

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Já no mês de janeiro é o auge das chuvas, o que pode tornar pontos turísticos inacessíveis e a água turva.

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Lembrando que é necessário que leve dinheiro em espécie, pois o sinal de internet é instável e muitas comunidades não aceitam cartões.

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Preservação e desafios locais

O crescimento do turismo traz visibilidade, mas também desafios para as comunidades tradicionais que lutam pela titulação de suas terras.

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Muitos quilombolas vivem em litígio territorial com áreas de conservação ambiental, tentando equilibrar o uso da terra para subsistência com as regras dos parques.

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Respeitar as normas de visitação é vital para manter esse ecossistema frágil vivo para as próximas gerações.