Comprou e não serviu? Veja como o direito de devolução garante socorro no PROCON

Saiba o que fazer se o móvel não couber no elevador ou a entrega atrasar: aprenda a registrar queixas no PROCON e exija o reembolso integral

Saiba o que fazer quando precisar acionar o PROCON/ Foto: Ketut Subiyanto/ Pexels

A tentativa de cancelar uma compra ou devolver um produto no varejo de São Paulo tem gerado incertezas e prejuízos financeiros aos consumidores. Caso ocorra recusa da loja ou cobrança de taxas abusivas de retenção, o PROCON deve ser acionado para garantir o cumprimento estrito do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

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Problemas na entrega, como móveis de grande porte que não passam no elevador ou na porta de residências, escancaram a falta de informação prévia ao cliente no momento do fechamento da venda.

Direitos do consumidor na entrega e prazos de cancelamento

Quando a loja física falha em prestar informações claras e ostensivas sobre os custos de entrega, logística ou dimensões do produto, ela viola o Artigo 6º do CDC. O fornecedor é obrigado a detalhar riscos e restrições antes de concluir o contrato de compra.

Exigir taxa de retenção abusiva sobre o valor total do produto para efetivar um cancelamento decorrente de vício de informação configura prática abusiva. Nesses cenários, o consumidor tem o direito de solicitar a devolução integral do valor pago.

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Como acionar o PROCON para devolver uma compra?

Para registrar uma reclamação formal no PROCON, o consumidor deve acessar o site oficial do órgão (procon.sp.gov.br) ou agendar atendimento presencial nos postos credenciados, como o Poupatempo.

É indispensável apresentar documentos essenciais: nota fiscal da compra, comprovante de pagamento, contrato de venda e eventuais protocolos de atendimento ou conversas que comprovem a tentativa frustrada de negociação direta com o estabelecimento comercial.

Proteção contra cobranças indevidas no comércio de SP

Após o registro da queixa, a empresa é notificada formalmente pelo PROCON e recebe um prazo legal para prestar esclarecimentos e apresentar uma proposta de conciliação com o cliente.

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Caso persista o descumprimento das normas do CDC, a loja fica sujeita a processos administrativos e multas severas. A orientação dos especialistas em direito do consumidor é nunca pagar taxas abusivas antes de buscar respaldo junto aos órgãos de fiscalização.