A Justiça de São Paulo aceitou na quarta-feira (15/4) o pedido de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apresentado por três filhos: Paulo Henrique, Luciana e Beatriz.
A solicitação foi motivada pelo agravamento do quadro de Alzheimer, segundo o processo. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo.
Com a decisão, Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório e passa a responder pelos atos civis, além da gestão financeira e patrimonial do ex-presidente.
A ação foi protocolada na terça-feira (14/4) na 2ª Vara da Família e Sucessões do Foro Central Cível de São Paulo e aceita no dia seguinte pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman. O processo tramita em sigilo.
Segundo a petição, o ex-presidente tornou-se incapaz de praticar atos da vida civil. O pedido foi acompanhado de laudo médico e depoimentos de pessoas próximas à família.
O documento também aponta que a condição de saúde compromete a validade de procurações assinadas anteriormente.
A decisão tem efeito provisório e se aplica à gestão patrimonial. Outros atos dependem de perícia médica prevista em lei.
A família e a Fundação FHC informaram que não vão comentar o caso.
