Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, teve prisão domiciliar e tornozeleira eletrônica revogadas pela Justiça de São Paulo.
Na decisão da juíza Paula Regina Schempf Cattan, publicada na terça-feira (28/7), a “Japa do PCC” não poderá sair do estado de São Paulo sem autorização judicial e deverá entregar o seu passaporte. A mulher também deve permanecer com o comparecimento mensal à Justiça.
A magistrada afirmou ainda na decisão que as medidas cautelares durante a investigação que não foi concluída entende-se como uma “punição antecipada”.
Prisão de “Japa do PCC”
Karen foi presa por lavagem de dinheiro em 2024 com mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ela teria assumido os negócios do marido, Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, líder do PCC que foi executado durante guerra interna da facção em 2018.
Ainda de acordo com o órgão, a “Japa do PCC” atuava na lavagem de dinheiro da organização, em cidades como Santos, Cubatão e Guarujá, na Baixada Santista, e também na cidade de São Paulo.
Para lavar o dinheiro da facção, ela usaria comércios na área da beleza, de imóveis, e uma empresa do seu irmão, segundo a Polícia Civil.
