Justiça suspende diplomação de 4 vereadores eleitos em Mauá

Uma das candidatas não teve sequer o próprio voto e apresentou gastos de campanha zerados, disse juiz na decisão; decisão ainda cabe recurso

Cerca de 78% das mulheres que se candidataram a algum cargo público afirmam que os partidos políticos não cumpriram a promessa de apoio para suas campanhas

Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral | /Nelson Jr./TSE

Quatro vereadores eleitos em Mauá, no ABC Paulista, tiveram suas diplomações suspensas pela Justiça Eleitoral, sob suspeita de fraude no cumprimento da quota feminina de candidatas, com o suposto uso de “laranjas”. A decisão ainda cabe recurso.

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Foram suspensas as diplomações de Márcio Araújo (PSD), Vaguinho do Zaira (PSB), Samuel Enfermeiro (PSB) e Ricardinho da Enfermagem (PSB). Sem receberem os diplomas, eles não podem tomar posse no cargo.

Na ação de investigação de fraude eleitoral, advogados do PSL incluíram documentos e imagens que provam que uma das candidatas do PSB fez campanha para outros candidatos do próprio partido.

Ela não teve nenhum voto, apesar da Justiça Eleitoral confirmar que ela compareceu à sessão eleitoral para votar nos dois turnos em novembro de 2020. Também não gastou um centavo na campanha, conforme prestação de contas apresentada.

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“[…] a candidata não teve sequer o próprio voto. Ora, é impensável que algum candidato que percorre as fases do certame, sem pedir renúncia ou cancelamento da candidatura (quando isso lhe é permitido), chegue para o dia da votação sem ter o próprio voto ou mesmo de pessoas próximas como familiares. Isso é absolutamente incomum, mormente quando, ao que parece, tal candidata Fátima votou nos dois turnos de eleição”, disse o juiz Marcos Alexandre Ambrogi, titular da 217ª Zona Eleitoral de Mauá.