A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR-135, foi implodida por volta das 11h deste domingo (1º/11), na entrada de São Luís, no Maranhão. Imagens registraram o acionamento dos explosivos e o desabamento de trechos da estrutura, que ligava a capital ao continente.
A demolição faz parte das obras de reconstrução da ponte, interditada desde abril de 2026 após inspeções identificarem problemas estruturais. O vão central caiu na área prevista para a operação e ficou submerso, segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto.
Operação e previsão de entrega
Em vídeo publicado nas redes sociais, Célio Roberto afirmou que a implosão foi concluída com êxito. Segundo ele, os moradores das casas próximas à ponte foram retirados antes da operação.
A demolição exigiu a interdição total da BR-135, prevista para ocorrer das 10h às 16h. Os bloqueios foram programados para o km 22, na saída de São Luís, e o km 40, em Bacabeira, para os veículos que seguem em direção à capital.
A operação foi coordenada pela Defesa Civil de São Luís, em conjunto com outros órgãos. Às 10h deste domingo, o órgão emitiu um alerta sonoro de nível extremo para avisar sobre a demolição e orientar a população a se afastar da área.
Segundo a previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a nova ponte deverá ser entregue até julho de 2027.
Por que a ponte foi implodida?
Construída em 1960, a estrutura demolida tinha 459 metros de extensão e integrava o sentido de entrada de São Luís. A interdição ocorreu após inspeções técnicas identificarem deslocamento de blocos de concreto, corrosão da camisa metálica, fissuras, oxidação das armaduras e perda de rigidez estrutural.
A Ponte Marcelino Machado é formada por duas estruturas paralelas. A ponte no sentido de saída de São Luís, com 465 metros de extensão, não foi incluída na demolição.
A implosão estava prevista inicialmente para 18 de outubro, mas foi adiada por falta de autorização legal do Exército Brasileiro para o uso de explosivos.
Reconstrução da estrutura
O contrato para reconstrução da ponte tem valor de R$ 176,7 milhões e foi firmado com o Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda.
A contratação inclui todas as etapas necessárias para substituir a estrutura interditada, desde a elaboração de estudos e projetos até a construção da nova ponte. A conclusão está prevista para 2027, mas ainda não há uma data definida para a entrega.
A travessia é considerada estratégica por concentrar o principal acesso terrestre a São Luís, utilizado também para o transporte de cargas e o abastecimento da capital.
