Mais de 123 mil pessoas não têm acesso à rede de coleta de esgoto nos sete municípios do ABC Paulista, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) divulgados na última semana pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Mesmo com os indicadores de saneamento básico apresentando uma melhora contínua, o índice precisa de evolução.
O levantamento é referente a dados de 2019. De acordo com os dados, a parcela da população efetivamente atendida por rede coletora de esgoto na região aumentou de 95% em 2018 para 95,6% no ano seguinte.
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Ainda segundo o SNIS, Santo André, São Bernardo e São Caetano são os municípios que atingiram a universalização da coleta de esgoto, ou seja, têm 100% da população com acesso à rede. Mauá e Ribeirão Pires também melhoraram seus indicadores.
No entanto, o levantamento revela que três dos sete municípios avançaram na passagem de 2018 para 2019 nesse indicador, mas apenas São Caetano passou a ter 100% de seu esgoto tratado.
Diadema elevou de 49,2% para 52,7% a parcela do esgoto tratado, assim como Santo André (de 44,2% para 46%) e São Bernardo (de 26,9% para 27,7%). Em Ribeirão Pires (70,0%) e Rio Grande da Serra (85,0%), os indicadores ficaram estáveis. A rede de coleta de esgoto do ABC também cresceu: 1,5%, de 4.372 km para 4.440 km.
Além disso, o SNIS indica que a cobertura de redes de água potável na região alcançou 6.705 km em 2019 (alta de 1,0% sobre 2008), com 99,0% da população atendida. Contudo, só quatro dos sete municípios (Diadema, Santo André, São Bernardo e São Caetano) ostentam 100% nesse indicador, ou seja, universalizaram o abastecimento.
Perdas
Ainda de acordo com o levantamento, a região ainda convive com altos índices de perdas de água no sistema de distribuição, que variam de 14,7% a 54,1%. O índice representa a água disponibilizada que não foi contabilizada como volume utilizado pelos consumidores, seja por causa de vazamentos, falhas nos sistemas de medição ou ligações clandestinas.
Das sete cidades, seis possuem taxas de desperdício de água durante o processo de distribuição acima de 30%. A exceção é São Caetano do Sul, onde o índice está em 14,7%. Antes, Santo André era a cidade que mais desperdiçava, com cerca de 54%.
Quatro dos sete municípios reduziram suas perdas na passagem de 2018 para 2019, com destaque para Diadema (de 33,4% para 31,4%).
Em 2019, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) prestava os serviços de água e esgoto em Diadema, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, São Bernardo e, desde setembro do mesmo ano, em Santo André. Em São Caetano, a responsável pelos serviços é a municipal Saesa e, em Mauá, os serviços eram repartidos entre Sama (água) e BRK Ambiental (esgoto).
